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Combates estagnam na Líbia, mas situação humanitária piora

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<p>Os combates parecem estagnados na Líbia, três semanas após o início da ofensiva do marechal Khalifa Haftar contra a capital Trípoli, sede do governo reconhecido pela comunidade internacional, mas a situação humanitária tem “piorado” e “preocupa” a ONU.</p><p>De acordo com uma avaliação recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), 264 pessoas, incluindo civis, morreram e 1.266 ficaram feridas desde o início dos combates, em 4 de abril. Pelo menos 35 mil civis fugiram dos combates, segundo a vice-enviada da ONU para a Líbia, Maria do Valle Ribeiro, e “os deslocamentos aumentam a cada dia”.</p><p>Por falta de números precisos, os balanços “são apenas estimativas”, disse ela durante uma videoconferência na segunda-feira com a sede da organização em Nova York.</p><p>Khalifa Haftar, homem forte do leste da Líbia, lançou em 4 de abril uma ofensiva contra o governo de união nacional (GNA) liderado por Fayez al-Sarraj, único governo reconhecido pela comunidade internacional.</p><p>Depois de um rápido avanço até os acessos de Trípoli, as tropas do Exército Nacional Líbio (ENL) de Haftar pararam ao sul da capital, frente à resistência das forças leais ao GNA, que recebeu reforços do oeste do país.</p><p>As forças pró-governo anunciaram no sábado um contra-ataque que permitiu afastar em alguns quilômetros a frente de combate mais próxima de Trípoli, localizada na cidade de Ain Zara, a cerca de dez quilômetros do centro da cidade.</p><p>Mas nos últimos dias os combates diminuíram de intensidade, cada lado parecendo se preparar para uma possível futura fase militar. Disparos ocasionais de foguetes pontuam o dia.</p><p>”A maioria das frentes está calma”, disse à AFP, Mustafa al-Mejii, porta-voz da operação do GNA. “Ordens foram dadas apenas às forças no perímetro (do antigo) aeroporto de Trípoli para consolidar suas posições”, informou.</p><p>O ENL anunciou em sua página oficial no Facebook que recebeu reforços “significativos”, particularmente de certas localidades do oeste.</p><p>Os confrontos têm “preocupado” a ONU, explicou a emissária, porque “a situação humanitária está piorando”. Os confrontos têm “um impacto nos serviços sociais, incluindo saúde, mas também potencialmente na água, saneamento, eletricidade”, disse ela.</p><p>Se dezenas de milhares de pessoas fugiram, “estamos preocupados com as pessoas que ainda estão nas zonas de combate, que queriam ter abandonado a área, mas não conseguiram, assim como os feridos, uma vez que os serviços de emergência não podem atendê-los”, acrescentou.</p><p>”Um dos maiores problemas é o acesso” às áreas em questão, ela insistiu, chamando ambas as partes a “respeitarem o direito internacional humanitário”.</p><p>Enquanto as grandes potências permanecem divididas no Conselho de Segurança sobre uma resolução pedindo um cessar-fogo, Maria do Valle Ribeiro disse que “qualquer país com influência deve usar essa influência para assegurar que os civis sejam protegidos”.</p><p>A situação na Líbia, país mergulhado desde 2011 na instabilidade política, será discutida nesta terça-feira numa cúpula africanas no Cairo liderada pelo presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense