<p>Três sindicatos da mina de Chuquicamata, da estatal Codelco, maior produtora de cobre do mundo, começaram nesta sexta-feira (14) uma greve por tempo indeterminado para exigir melhores condições de trabalho, na véspera da inauguração de uma nova fase de mineração subterrânea.</p><p>A mobilização envolve os sindicatos 1, 2 e 3 da centenária mina de Chuquicamata, a terceira maior da Codelco, responsável por 11% do cobre mundial.</p><p>Em uma declaração conjunta, os sindicatos confirmaram “uma participação em massa dos trabalhadores de Chuquicamata”. No ano passado, essa mina alcançou uma produção de 320.000 toneladas métricas (TMF).</p><p>Analistas estimam que um dia de paralisação coloca em risco a produção de cerca de 1.000 toneladas de cobre, com perdas de até 5,8 milhões de dólares.</p><p>Cerca de 3.200 dos 4.600 trabalhadores aderiram à greve após o rejeição à última oferta apresentada pela empresa como parte de uma nova negociação coletiva.</p><p>Os trabalhadores desejam melhorias nos planos de saúde, especialmente para os trabalhadores que terão de deixar a mina em razão da nova fase de exploração.</p><p>A última oferta “foi séria, responsável e realista”, afirmou a Codelco em um comunicado, lamentando a decisão dos trabalhadores de entrarem em greve.</p><p>Responsável por quase 11% do cobre mundial, com uma produção anual de cerca de 1,7 milhões de TMF, a Codelco planeja inaugurar nas próximas semanas o projeto chamado “Chuquicamata Subterrânea” para prolongar a vida útil desta mina a céu aberto, localizada no deserto do Atacama.</p><p>Com um investimento de 5 bilhões de dólares, o plano de transformação deixaria de fora pelo menos 1.700 trabalhadores. Os sindicatos temem também que outras centenas deles sejam obrigados a deixar a empresa após a transformação tecnológica.</p><p>Como uma espécie de espiral gigante na montanha, tem sido necessário escavar cada vez mais para alcançar o minério em Chuquicamata.</p><p>Explorada desde 1915, a mina ainda tem 1,7 bilhão de toneladas de cobre, mais de 60% do que foi extraído até agora. A nova fase de operação subterrânea deve garantir, portanto, uma vida útil de mais quatro décadas.</p><p>Em meio a uma queda no preço dessa commodity, devido à turbulência no mercado de matérias-primas gerada pela guerra comercial entre China e Estados Unidos, a Codelco registrou queda de 31% no primeiro trimestre do ano.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense