<p>O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, afirmou que a economia americana está indo bem, mas destacou os recentes riscos ao crescimento que levaram a instituição a sinalizar que, por ora, não vai mais elevar os juros.</p><p>Os comentários de Powell, na noite desta quinta-feira, 28, em Nova York, basicamente repetiram as declarações que ele deu no início da semana no Congresso americano. “A economia está em um bom lugar”, disse Powell. Apesar da sustentada retração no desemprego nos últimos anos, ele acrescentou, sinais de pressão altista na inflação “parecem calados”.</p><p>Powell afirmou que as pressões sobre os preços se aliviaram nos últimos meses, principalmente por causa do declínio na cotação do petróleo. Mas se os mercados futuros estão corretos em mostrar que é improvável que os preços caiam ainda mais, “o peso do petróleo na inflação geral vai refluir”, disse. Excluindo-se os preços da energia e dos alimentos, que são voláteis, a inflação está “atualmente rodando apenas um pouco abaixo de nosso objetivo de 2%”, afirmou Powell.</p><p>O Fed baixou os juros básicos quatro vezes no ano passado, mais recentemente em dezembro, mas sinalizou, desde então, que vai aguardar até conseguir avaliar melhor como uma desaceleração no crescimento global e um abrupto aumento da volatilidade nos mercados, ocorrido no ano passado, terão impacto na economia dos EUA.</p><p>Powell apontou para riscos que incluem o crescimento mais lento na Europa e na China e a incerteza política relacionada a negociações comerciais entre Washington e Pequim, bem como as discussões para que o Reino Unido deixe a União Europeia.</p><p>”Enquanto a maioria dos dados da economia doméstica têm estado sólida, algumas pesquisas de sentimento de negócios e consumo se enfraqueceram”, disse Powell. “Dados inesperadamente fracos de vendas no varejo em dezembro também dão razões para a cautela.”</p><p>Neste cenário, o Fed “vai ser paciente enquanto determina quais ajustes futuros” serão necessários na taxa de juros, disse. “Esse tipo de gestão de risco baseada no senso comum nos serviu muito bem no passado.”</p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense