Entenda três diferenças entre as manifestações realizadas em São Paulo e Florianópolis
<p>Com mais  <b>um ato marcado para o fim da tarde desta terça-feira em uma das avenidas mais movimentadas da cidade</b> , Florianópolis será novamente palco de manifestações contra o presidente Michel Temer. E desta vez, como aconteceu em outros protestos, a relação entre Polícia Militar (PM) e manifestantes segue em discussão. </p><p><b> Saiba o que a constituição federal fala sobre as manifestações </b><br></p><p>Em <b>editorial</b> publicado nesta terça-feira, o Jornal <i><b>Folha de São Paulo</b></i> cobra das autoridades paulistanas uma conduta menos combativa nos protestos. Segundo o texto, que cita a Constituição Federal, os organizadores se reuniram com a PM, negociaram local, trajeto e horários, na tentativa de que as manifestações fossem mais tranquilas. Diferente de São Paulo, na capital catarinense, as condutas foram diferentes. Entenda as diferenças:<b> </b></p><p class=”MsoNormal”><b>Reunião com a Polícia Militar</b>: </p><p class=”MsoNormal”>Nos dois últimos atos que ocorreram em Florianópolis, quarta-feira (31) e sexta-feira (02), os <b>organizadores informaram que</b> <b>não houve reunião com a PM para qualquer tipo de aviso sobre o ato</b> . Conforme explicou André Alves, integrante da coordenação da Frente Brasil Popular, na protesto de quarta-feira as pessoas se organizaram rapidamente, por isso não houve tempo de alertar as autoridades. Já na sexta-feira, o protesto foi amplamente divulgado, mas apenas nas redes sociais. Ainda, segundo André, as manifestações são organizadas por vários movimentos. </p><p class=”MsoNormal”>— Quando nós organizamos, sempre avisamos a polícia, mas como esse foi feito por vários, nós da Frente Popular não informamos —  disse. </p><p class=”MsoNormal”>Na cidade de São Paulo, no entanto, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) liberou a manifestação após reunião com os líderes dos movimentos sociais. Mesmo assim a polícia entrou em confronto com os manifestantes ao fim do protesto. Foram registradas prisões e pessoas feridas. A polícia paulista alega que não houve excesso da tropa. Organizadores reclamam da truculência.</p><p class=”MsoNormal”><b>Aviso prévio sobre o trajeto: </b></p><p class=”MsoNormal”>A Frente Brasil Popular em Santa Catarina<b> </b> <b>admitiu que não houve dialogo com os policiais ou órgãos de segurança antes da manifestação na última sexta-feira</b> , 02. O integrante da Frente Brasil Popular afirmou que no momento do ato, os manifestantes sempre conversam com a polícia e trocam informações.</p><p class=”MsoNormal”>Em São Paulo, o protesto foi realizado no domingo à tarde na Avenida Paulista, após a passagem da tocha paraolímpica no local. O horário do protesto foi motivo de discussão entre os dois lados. Após negociação, a organização alterou o horário para minimizar os impactos do trânsito na cidade. <b><br></b></p><p class=”MsoNormal”><b>Uso de máscaras e repreensão a <i>”Black Blocks”</i></b></p><p>Diferente de como ocorreu em São Paulo, no domingo, quando manifestantes coibiram a participação de “<i>black blocks”</i>, os florianopolitanos ainda não se manifestaram sobre o assunto. Em uma entrevista divulgada nesta segunda feira no DC, um dos integrante do movimento Ponta do Coral 100% Pública, Loureci Ribeiro,<b> </b> <b>explicou ainda que não há orientação ou qualquer tipo de restrição sobre pessoas com máscara participarem do ato</b> .<br></p><p>Já André Alves explicou que os atos são livres e “os manifestantes podem ir como quiserem”. Alves ainda argumentou que no último protesto, várias pessoas foram vistas com rostos cobertos para se protegerem dos gás que a polícia jogava contra as pessoas nas ruas. <br></p><p><b>Leia também:<br></b><b> Recentes protestos acendem debate sobre melhor forma de ir às ruas <br></b><b> Mutirão limpa pichações após protesto nas ruas de Florianópolis </b></p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense