<p>A revelação de um escândalo de cyberbullying contra mulheres no qual estão envolvidos conhecidos jornalistas e profissionais de comunicação está causando alvoroço na França.</p><p>Nesta terça-feira (12) surgiam novos testemunhos, depois de que foi revelada a existência de um grupo batizado “a Liga do LOL”, composto em sua maioria de homens de trinta e poucos anos de idade, que ridiculizaram suas colegas mulheres durante anos.</p><p>”Sou talvez uma das muitas vítimas da Liga do LOL que começam a falar”, escreveu nesta terça-feira no portal Slate a jornalista Léa Lejeune, que afirma ter sido vítima entre 2011 e 2013 de assédio por membros deste grupo fechado de Facebook.</p><p>As mulheres consideradas feministas eram os alvos favoritos da Liga do LOL (sigla de “laugh out loud” em inglês, que pode ser traduzido como “rir alto”).</p><p>”Com frequência eram piadas em 140 caracteres, comentários ofensivos, outros sobre minha sexualidade ou comentários publicados no blog feminista que eu tinha então”, conta Lejeune, jornalista do semanário francês de economia Challenges.</p><p>Como ela, várias vítimas começaram a levantar a voz. A ex-jornalista Capucine Piot, que saiu do Twitter após o assédio que sofreu, contou que foi vítima de montagens fotográficas ou vídeos de “zombarias” e de críticas recorrentes sobre sua aparência física “durante anos”.</p><p>”Cheguei a um ponto em que me odiava. Tive ideias obscuras. Lendo tantas coisas horríveis sobre mim nas redes sociais, pensava que não valia nada”, relatou Piot.</p><p>Após a revelação do caso, o fundador da “Liga do LOL”, o jornalista Vincent Glad foi suspenso de suas funções provisoriamente do jornal de esquerda Libération, assim como o responsável pelo site do jornal, Alexandre Hervaud, e seu homólogo na revista cultural Les Inrocks, David Doucet.</p><p>”O objetivo desse grupo não era assediar mulheres, apenas se divertir. Mas nossa forma de nos divertirmos rapidamente se tornou muito problemática e não percebemos”, disse Glad no Twitter.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense