<p>A ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner (2007-2015) e seus dois filhos, Máximo e Florencia, enfrentarão um julgamento oral ainda sem data, acusados de lavagem de dinheiro através do aluguel de hotéis da família, decidiu nesta quinta-feira o juiz federal Julián Ercolini.</p><p>Será o segundo julgamento da ex-presidente. O primeiro começa em 21 de maio. Ela é acusada de favorecer o empresário Lázaro Baez com a concessão de 51 obras públicas no valor de 46 bilhões de pesos (1,15 bilhão de dólares) em Santa Cruz (Patagônia), no sul da Argentina.</p><p>O juiz Ercolini, que concluiu que as manobras ilegais foram realizadas por 80 milhões de pesos (dois milhões de dólares), encerrou quinta-feira a investigação do caso “Hotesur” e levou o caso a julgamento, cuja data será definida por um tribunal.</p><p>Kirchner também é processada no caso denominado “cadernos de corrupção” por preços cartelizados e propinas em obras públicas, que também envolve cem empresários e ex-funcionários.</p><p>Hotesur é o nome do empreendimento hoteleiro que os Kirchners têm na província de Santa Cruz, e através do qual a Justiça suspeita que houve manobras para lavar dinheiro e pagar propinas.</p><p>Os promotores do caso “Hotesur” consideraram que foi mantida uma estrutura corporativa, econômica e contábil que as partes envolvidas usaram para executar lavagem de fundos ilícitos.</p><p>De acordo com o juiz, os acusados obtiveram o dinheiro “através da licitação irregular da maior parte do trabalho de estrada pública na província de Santa Cruz” (sul), feudo político do falecido presidente Néstor Kirchner e sua esposa.</p><p>O magistrado ordenou que o Banco Central congelasse as contas bancárias dos oito acusados do caso.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense