Com remessas esgotadas, Estado afirma que não faltará vacinas da gripe em Santa Catarina

 

Pelo menos 11 municípios registraram falta de doses após o início da campanha; Secretaria de Saúde estadual garante cumprimento da meta

Com o registro de falta de vacinas contra a gripe em pelo menos 11 municípios catarinenses, a Secretaria de Estado da Saúde garantiu que não haverá falta de vacinas no Estado.

Segundo a pasta, o desabastecimento aconteceu pela forma de envio do Ministério da Saúde. Os lotes com as vacinas não são entregues em uma única leva, mas sim distribuídos por meio de remessas.

As entregas do Ministério, explica a Secretária de Saúde, devem acontecer até o final da campanha de vacinação, no dia 22 de maio.

Na segunda-feira (24), a Secretária anunciou o recebimento de 156 mil doses de vacina contra a gripe.

No dia 16 de março, já havia sido recebido um lote de 306 mil doses, que foram distribuídas aos municípios.

Para garantir a imunização do grupo prioritário, no entanto, são necessárias 2 milhões doses, conforme a Secretaria de Saúde.

Municípios sem vacinas

Foram registradas falta de doses da vacina da gripe em Gaspar, Camboriú, Itapema, Joinville, São Francisco do Sul, Criciúma, Jaraguá do Sul, São, Schroeder, Chapecó, Pomerode e Penha.

Em Joinville, Norte do Estado, a falta de vacinas prejudicou a imunização de 36 mil idosos. A prefeitura do município garantiu a chegada de novas doses.

Já em São Francisco do Sul, a prefeitura comunicou que novas doses da vacina chegarão com uma semana de atraso. Por tal motivo, a campanha de vacinação foi suspensa até que novas remessas sejam entregues.

A suspensão da campanha de vacinação também aconteceu em Gaspar e Pomerode. 

Secretaria diz que não faltarão vacinas

Contudo, a Secretaria de Saúde garante que não haverá falta de vacinas. O órgão estadual mantém a meta de vacinar 90% do grupo prioritário, ao qual a imunização é distribuída nas UBS (Unidades Básicas de Saúde).

Integram este grupo idosos com mais de 60 anos, profissionais da saúde, professores das redes públicas e privadas, profissionais da força de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, crianças menores de seis anos e povos indígenas.

A vacina oferecida neste ano será a trivalente, que protege contra o vírus H1N1, H3N2 e vírus do tipo B.

No ano passado, a meta estabelecida pela Secretaria não foi atingida, com a vacinação de 87,27% desse grupo. Mesmo assim, a média é considerada alta, superando o número nacional do mesmo período, de 80%.

Importância

A vacina da gripe não protege contra o novo coronavírus. No entanto, a imunização contra a doença facilita o diagnóstico da Covid-19 (já que os sintomas são parecidos). Também evita a necessidade de possíveis internações por conta da influenza, liberando leitos para o tratamento de pacientes com coronavírus.