Coronavírus: Professores do IFSC e UFSC produzem máscaras em impressora 3D

Máscaras serão usadas por profissionais da saúde do Hospital Universitário da UFSC que estão envolvidos com pacientes infectados pelo novo coronavírus

Os professores de duas instituições de ensino catarinense estão empenhados em produzir máscaras 3D para os profissionais da área da saúde que estão envolvidos com a pandemia do coronavírus. A iniciativa reúne professores do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina) e da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Máscaras serão distribuídas para os profissionais da saúde do Hospital Universitário da UFSC – Foto: Divulgação/IFSC/ND

Cada suporte leva em torno de duas horas para ser produzido, enquanto o corte da lâmina cerca de cinco minutos. A iniciativa surgiu a partir do professor Fernando Osni Machado, médico intensitivista no Hospital Universitário da UFSC.

“No sábado surgiram outras mensagens. Fizemos testes de impressão no sábado e fomos atrás das lâminas de acetato”, conta o professor do IFSC, Aurélio Sabino Netto.

Os envolvidos no trabalho estão utilizando a infraestrutura dos laboratórios de fabricação digital, PET mecatrônica e Grupo de pesquisa PFBMAT (Processos de Fabricação e Tecnologia de Materiais) do campus Florianópolis.

Além de Sabino Netto, estão envolvidos na iniciativa os professores Roberto Pistorello, Tálita Pereira e Aldrwin Hamad. “Temos outros professores que têm nos ajudado remotamente em grupos de mensagens. Outros professores dos cursos de Radiologia e Eletrônica também se disponibilizaram a vir para colocar outras impressoras 3D do Câmpus Florianópolis em operação”, destaca o professor.

Aumentar a produção

Ele ressalta ainda que empresas ou pessoas que têm impressoras 3D podem contribuir aumentando a produção do suporte.

“Já temos alguns voluntários fazendo em casa. Empresas entraram em contato com o professor Fernando para a doação de lâminas e também para fazer o recorte de forma mais rápida. Esperamos que este equipamento de proteção individual seja produzido em maior escala e possibilite maior acesso a outros profissionais de saúde”.

Aurélio diz que há possibilidade de impressão de outros equipamentos necessários para este momento, desde que observado os cuidados com as questões da higienização. Os equipamentos estão sendo entregues no Hospital Universitário, que faz a logística para utilização.