DF terá campanha de respeito à diversidade e aos direitos humanos no carnaval

A Drag Queen Eloá Negrini gosta de sair montada pro carnaval, mas nem sempre se sente segura

 

“São poucas pessoas que entendem que a drag queen é uma arte, que estamos alí para mostrar nossa arte, para divertir as pessoas e a gente tem essa barreira de sair montada de casa, como as pessoas gostariam. Nem todo mundo tem carro, nem todo mundo tem condições de pagar Uber para ir aos eventos. Então, temos que sair de ônibus para ir a um bloco [de carnaval], até mesmo para se apresentar e trabalhar no bloco. A gente sente muita insegurança.”

 

Para incentivar um carnaval de paz e respeito com a diversidade, a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal lançou uma campanha que vai levar para locais públicos mensagens de tolerância.

 

E o trabalho vai ser em esquema de cooperação. Uma força-tarefa envolvendo policiais, membros do Ministério Público e outros órgãos públicos ligados aos diretos humanos vão para as ruas, nos dias de festa, falar diretamente com o folião, como explica o corregedor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Anderson Jorge Espíndola.

 

“Nós estaremos presentes no carnaval distribuindo panfletos, folders orientando a população que, efetivamente, deve se respeitar. Respeito para a liberdade, para a orientação sexual, respeito pela identidade de gênero mas, principalmente, respeito aos direitos humanos.”

 

A campanha também vai ter um reforço publicitário, nas televisões do metrô e em mais de 30 telões no Aeroporto Internacional de Brasília.

 

A ação também pretende reforçar a divulgação de canais para denúncia anônima, caso haja violação dos direitos humanos, como o Disque 100, que funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Com Agências | Rádio Nacional


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