Manifestantes protestam contra sucateamento da Uerj e do Hospital Pedro Ernesto
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Manifestantes protestam contra sucateamento da Uerj e do Hospital Pedro Ernesto

Professores, servidores, alunos e ex-alunos da UERJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro participaram de um protesto contra o sucateamento da UERJ e do Hospital Pedro Ernesto. Segundo manifestantes, a falta de recursos tem causado prejuízos às atividades acadêmicas e aos atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto, que conta atualmente com 92 leitos.

 

A unidade chegou a ter mais de 500 vagas para os pacientes, mas estes lugares sofreram redução devido à crise nas contas do Estado. A falta de leitos afetou também os alunos, que têm o número de aulas práticas reduzidas. A solução temporária tem sido a utilização de espaços em outras unidades de saúde para que esses estudantes não fiquem tão prejudicados.

 

Os manifestantes se reuniram na porta do hospital, em Vila Isabel, zona norte do Rio, e caminharam até o campus principal da UERJ, próximo ao estádio do Maracanã. Várias ruas do entorno, como a 28 de setembro e a Avenida Maracanã, tiveram o trânsito interditado por cerca de uma hora. Motoristas que passaram em frente à manifestação apoiaram o movimento, assim como pacientes e acompanhantes que entravam e saíam do hospital.

 

A UERJ está sem recursos de custeio desde agosto. Segundo a estudante de enfermagem, Isabel Serazo, muitos alunos bolsistas usam o dinheiro para ajudar nas contas de casa. Ela argumenta que a falta deste recurso além de prejudicar o ensino, abala o psicológico desses estudantes.

 

O reitor da instituição, Ruy Garcia Marques, divulgou uma carta enviada ao governo em que afirma que o estado está forçando o fechamento da universidade. No documento, Marques destaca a situação precária de funcionamento da universidade e afirma que desprezar o ensino superior, a pós-graduação e a pesquisa é apostar na miséria, na violência e num futuro sem perspectivas positivas.

 

O reitor diz ainda que forçar o fechamento da Uerj é não pensar no futuro de nosso estado e de nosso país. O texto ainda afirma que a Uerj está sendo sucateada por governantes do estado, cujo papel é financiar uma universidade pública e inclusiva. O reitor argumenta que no ano passado, a Uerj ficou em 11º lugar entre as 195 universidades brasileiras e na 20ª posição da América Latina, segundo ranking da Times Higher Education.

Fonte: Rádio Nacional

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