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Jesse Jackson leva comida para ativistas pró-Maduro na embaixada da Venezuela nos EUA

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<p>O reverendo Jesse Jackson, conhecido defensor dos direitos civis nos Estados Unidos, levou nessa quarta-feira várias sacolas de comida para a embaixada da Venezuela em Washington, tomada por ativistas que querem impedir a entrada da delegação do líder opositor Juan Guaidó.</p><p>Há mais de um mês, um grupo de ativistas dormem no prédio de quatro andares no bairro nobre de Georgetown, com o consentimento do governo de Nicolás Maduro.</p><p>”Eu peço a reconciliação, não o confronto. Não podemos dar nosso dinheiro de forma direta ou indireta para derrubar outro governo, isso aprendemos no Chile”, disse Jackson em referência à influência dos Estados Unidos no golpe de Estado no país latino-americano em 1973.</p><p>Atualmente somente quatro pessoas continuam no prédio, após na última segunda-feira a polícia notificar os militantes que estavam ocupando a propriedade de forma ilegal.</p><p>O objetivo dos ativistas, que denunciam a existência de um plano de golpe de Estado contra Maduro, é impedir a entrada dos delegados de Guaidó – reconhecido como presidente interino por Washington – e tomar o local após a saída dos últimos diplomatas de Maduro em 24 de abril.</p><p>Para os ativistas, esse é um ato simbólico mas também logístico, já que desde a tentativa sem sucesso de rebelião de um grupo de militares contra Maduro em 30 de abril, um grupo de venezuelanos que acampou fora do prédio sitiou o local para impedir a entrada de comida.</p><p>A entrega de alimentos aconteceu em meio a uma luta entre o guarda-costa de Jackson e alguns venezuelanos que tentaram impedi-lo.</p><p>Os ativistas conseguiram subir quatro mochilas com comida, água e baterias, já que há uma semana as autoridades cortaram a eletricidade da sede diplomática.</p><p>Victoria Mattiuzzo, venezuelana de 32 anos com um cartaz com a frase “Senhor Jackson, não deixe que Code Pink ou Maduro manchem seu nome”, disse em entrevista à AFP que a presença do reverendo era “muito decepcionante e frustrante”.</p><p>”Ele sempre lutou pela liberdade e pelos direitos civis e humanos, é muito surpreendente que se coloque do lado de um grupo que apoia um ditador”, disse Victoria, que usava como capa uma bandeira da Venezuela.</p><p>Para Ariel Gold, militante da organização pacifista Code Pink, essa é a mensagem que esperavam.</p><p>”É a reconciliação que sempre pedimos sob a forma de uma negociação facilitada pelo México e pelo Vaticano”, disse à AFP.</p><p>Estados Unidos e Venezuela romperam suas relações diplomáticas depois de Guaidó se proclamar presidente interino em janeiro e Washington reconhecer seu governo.</p><p>Jackson assistiu em 2013 ao funeral do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez em Caracas.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense