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Movimentos sociais realizam ato em defesa de ambientalista processado pela CSN

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Francisco Edson Alves

– Sandro Honório participa de audiência agora a tarde no Fórum de Volta Redonda –

Rio – Lideranças comunitárias e ambientais farão uma manifestação daqui a pouco no Fórum de Volta Redonda, no Sul Fluminense, onde está marcada uma audiência referente ao processo 0005083-32.2016.8.19.0066, por suposta calúnia, movido pela direção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) contra o ambientalista Sandro Honório, conselheiro no Movimento pela Ética na Política (MEP) e membro da Comissão Ambiental Sul, entidade que engloba diversas Ongs, instituições, igrejas e associações voltadas para a defesa do meio ambiente.

Sandro e outros representantes de movimentos sociais iniciaram em novembro do ano passado uma série de mobilizações populares, nas quais deram declarações com o objetivo de chamar a atenção da Justiça Federal para “a importância da devolução ao poder público da maior parte de 147 áreas de terras, e prédios, que hoje estão em nome da Companhia Siderúrgica Nacional(CSN)”, bandeira defendida pela entidades há mais de uma década.

De acordo com o MEP, áreas  e imóveis antes frequentados por moradores em Volta Redonda, e fechados com cercas de cadeados há mais de 15 anos pela CSN, que também não os utiliza para nada, revoltam a população.

As entidades, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-VR), lideranças comunitárias e de várias igrejas, entre elas  católicas e protestantes, já assinaram uma nota de repúdio, divulgada nas redes sociais, realizaram um encontro público, no qual criticaram duramente a empresa, e prometem novas formas de protestos nos próximos dias. A justificativa é de que “a ação contra o ambientalista é um frontal ataque a liberdade de expressão, e atinge diretamente os movimentos sociais em Volta Redonda”.

“Durante a audiência vamos realizar uma `vigília cívica-ambiental’, para demonstrar que todos os movimentos sociais estão prestando solidariedade a Sandro Honório”, comentou José Maria da Silva, o Zezinho, um dos líderes do MEP. “A CSN deveria estar mais preocupada, ao invés de perseguir inocentes, em achar soluções para as demissões em massa na empresa, que vem resultando a cada dia em mais mortes de trabalhadores dentro da usina, em função de sobrecargas de trabalho”, criticou Tarcísio Xavier, da Oposição Sindical Metalúrgica. “Tenho a consciência tranquila que não pratiquei nenhum crime. Apenas luto com meu povo por justiça ambiental, na tentativa do diálogo e defesa do livre e sagrado direito da liberdade de expressão do pensamento”, defendeu-se Sandro em seu perfil no facebook. A CSN ainda não comentou o assunto.

Fonte: O Dia

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