Câmara aprova projeto que prevê exame de ecocardiograma fetal em gestantes

Câmara aprova projeto que prevê exame de ecocardiograma fetal em gestantes

GERAL -   


O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) o Projeto de Lei 5248/16, do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que inclui o ecocardiograma fetal entre os exames a serem oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria, aprovada na forma do substitutivo da deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), será enviada ao Senado.

De acordo com o texto, esse exame deverá ser oferecido no período do pré-natal. A relatora incorporou ao substitutivo ideia do PL 6659/16, do deputado Dr. Sinval Malheiros (Pode-SP), para tornar disponível também o exame de ultrassonografia transvaginal por duas vezes durante o primeiro quadrimestre da gravidez.

Segundo a relatora, há consenso médico de que a ultrassonografia transvaginal pode detectar problemas no colo uterino que provoquem aborto espontâneo ou parto prematuro. “Uma vez detectado o problema, o médico pode determinar qual o procedimento mais adequado à paciente, propiciando, assim, que a gestação chegue ao seu final, no prazo previsto”, argumentou.

Para o deputado Weverton Rocha, o ecocardiograma fetal, que detecta malformação no coração do feto, tem sido indicado apenas para gestantes em que o risco para o feto é maior, como em diabéticas, hipertensas e mulheres que utilizam medicamentos, ou ainda quando há suspeita de alteração genética, como a Síndrome de Down. “Fora dessa indicação, o exame está disponível apenas em hospitais e clínicas particulares e pode custar de R$ 250 a R$ 600, o que é um custo muito alto para a maioria dos brasileiros”, afirmou.

No caso do exame de ultrassonografia, Dr. Sinval Malheiros explica que é mais comum o caso de aborto espontâneo em mulheres que apresentam Insuficiência Istmo Cervical (IIC), ou seja, “colo do útero flácido”.

“Com o ultrassom transvaginal, é possível verificar se o útero possui algum problema na sua formação e pode-se realizar a sutura do colo do útero, indicando repouso da gestante a fim de evitar o aborto espontâneo ou o parto prematuro”, disse.