Nanotecnologia é um dos eixos fundamentais no desenvolvimento econômico de Florianópolis

Produtos de base nanotecnológica estão cada vez mais presentes no dia a dia da sociedade, são tecidos que não molham, ligas especiais de aço e alumínio, medicamentos que melhor combatem o câncer, fertilizantes mais eficientes, parafusos que não enferrujam, sensores para qualidade de alimentos, nanocerâmicas que resistem a grandes impactos, tratamento do ar e controle do amadurecimento de frutas, cosméticos que tratam a pele de dentro para fora, entre outras aplicações. A previsão é que o mercado de Nanotecnologia alcance o valor de US$5 trilhões até 2020, com crescimento de 27% ao ano no Brasil. Em Santa Catarina, o segmento fatura R$ 40 milhões no ano e conta com 28 empresas. 90% delas estão em Florianópolis.

Com essa grande representatividade, a administração municipal da capital catarinense definiu o setor Nanotecnologia e Novos Materiais com um dos principais eixos no Plano de Desenvolvimento Econômico Municipal de Florianópolis, o PEDEM, junto com as lideranças empresariais e o Sebrae/SC. Inclusive foi inserido no Plano de Ação Nacional de Tecnologias Convergentes e Habilitadoras, da Coordenação-Geral de Tecnologias Convergentes e Habilitadoras, que trata as temáticas de Nanotecnologia, Fotônica, Materiais Avançados e Manufatura Avançada no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC. 

“A Nanotecnologia é a Engenharia da Vida, e está presente em nossas vidas desde seu início, ligada intimamente ao funcionamento da Natureza, revoluciona não somente os produtos, mas também os bens de capital – as máquinas para produção – e a prestação de serviços, com inovações até pouco tempo inimagináveis”, explica Leandro Berti, da Coordenador-Geral de Tecnologias Convergentes e Habilitadoras, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC.

A coordenadora do Sebrae/SC na Grande Florianópolis, Soraya Tonelli, confirma a importância do setor. “Essa atividade desponta como a provável nova onda tecnológica relevante para a competitividade da indústria brasileira e em especial para a indústria catarinense”, comenta Soraya.

“Florianópolis já possui empresas de nanotecnologia que são referências mundiais, além de um conjunto significativo de pesquisas e projetos relacionados ao tema dentro das universidades. Nos próximos anos haverá naturalmente um desenvolvimento dessa área e, ao defini-la como um eixo estratégico de Florianópolis, buscamos organizar o ecossistema para que a Capital se aproveite do potencial existente e desempenhe papel de destaque no cenário nacional” almeja o Superintendente de Desenvolvimento de Indústria e Comércio de Florianópolis, Piter Santana.
 

Plano de Desenvolvimento Econômico Municipal de Florianópolis

Em junho, foi realizada a construção do Plano de Desenvolvimento Econômico Municipal de Florianópolis, o PEDEM, com as lideranças empresariais da Capital, representantes da Prefeitura Municipal e do Sebrae/SC, definindo os cinco eixos estratégicos para o desenvolvimento econômico da Capital. São eles: Turismo, comércio, economia criativa e do mar; Tecnologia da informação e comunicação; Energia; Tecnologia em Saúde e Bem-Estar; e Nanotecnologia e novos materiais. Desde então, cada eixo tem um grupo de trabalho específico, composto por representantes de entidades e empresas do setor que se reúnem para planejar as diretrizes e estratégias para fortalecer os segmentos. Essas ações fazem parte do Programa Cidade Empreendedora, executado no município em parceria com o Sebrae/SC.


Fonte: Floripa News

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