De Adriana Varejão a Antonio Dias, Masc recebe exposição da Coleção Itaú Cultural

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O Masc (Museu de Arte de Santa Catarina) abre nesta terça-feira (11), às 19h, três novas exposições: “Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural”; “LivrosLivres” e o diálogo com o acervo “Entre a gravura e o livro, o tempo”.

 

Gravura do álbum “O Meu e o Seu – Impressões
do nosso tempo”, de 1967, de Antonio Henrique Amaral, da Coleção Itaú Cultural

Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural”

Com curadoria de Felipe Scovino e projeto expográfico de Marcus Vinícius Santos, a mostra traz 47 das 125 obras deste acervo, em um percurso de 84 anos de história da confecção de livros de artista, em diversos formatos.

A mostra já foi apresentada em São Paulo, na sede do Itaú Cultural, em Ribeirão Preto, no Instituto Figueiredo Ferraz, em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Belo Horizonte, na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes, da Fundação Clóvis Salgado, e em Recife, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM). Na capital catarinense, o público terá a chance de conferir o “Livro de Areia”, encadernado com páginas de espelho, de Marilá Dardot, recém adquirido e nunca exposto.

Com exceção da obra do argentino Jorge Macchi, a escolha e recorte das obras e seções da exposição permanece concentrada nos artistas brasileiros da coleção de livros de artista do Itaú Cultural. Foca, ainda, na transição entre o moderno e o contemporâneo, especialmente o momento em que o formato do livro cria novas fronteiras no seu formato conceitual, expandindo o lugar da palavra para além da página.

“Acompanhando a criação de novos procedimentos para a concepção de livros de artista, a exposição constitui diversas relações para o leitor”, avalia Scovino. Uma delas, de acordo com o curador, é a da pluralidade de ações não só com a literatura e as artes visuais, como ainda com o design, a política e, em alguns momentos, com a música. “Também se verifica uma leitura que não se esgota, que se desdobra, redefinindo o papel do livro, do leitor e o do artista”, observa.

Entre as obras que Florianópolis recebe estão “Balada” (1995), de Nuno Ramos, “Flesh Room with Anima”, de Antonio Dias, “As potências do orgânico” (1994/1995), de Fernanda Gomes, Artur Barrio e Adriana Varejão, “Paisagismo”, de Roberto Bethônico, entre outras. Ainda na mostra “Gravuras Gaúchas” (1952), do icônico Grupo de Bagé, composto por artistas como Carlos Scliar, Glauco Rodrigues e Glênio Bianchetti, que defendia a popularização da arte.

 

Obra de Helida Tessler, na exposição “LivrosLivres” – Foto: Divulgação/ND

LivrosLivres

Livros como propositores de espaços de liberdade, em que as formas podem extrapolar ou subverter o formato usual, tornarem-se objetos ou páginas livres, palavras que voam ou que atravessam o espaço, imagens questionadoras e propícias a reflexões. Este é o mote que as curadoras Sandra Fávero e Juliana Crispe propõem ao trazer um recorte priorizando artistas ou editoras independentes do Sul do Brasil.

Participam da exposição os artistas, autores, editoras e coletivos: Armazém, Céu da Boca, Coletivo F.U.D.E.U, Corpo Editorial, Camcuqui, Cultura e Barbárie, Diego de los Campos, Edições de Percurso , Editora Caseira, Editora Medusa, Eliana Borges, Elida Tessler, Fê Luz, Fernanda Magalhães, Fran Favero, Franzoi, Grafatório, Guita Soifer, Helene Sacco, Hélio Fervenza, Isabel Baraona, Karen Debértolis, Lugares Livro, Maria Ivone dos Santos, Mavi Veloso + Natália Lima Castro + Alex Cassimiro, Noa Noa, par(ent)esis, Pedro Franz, Raquel Stolf, Ricardo Corona, Ricardo Ramos, Sérgio Adriano H. e Yara Guasque.

Diálogo com o acervo

Na exposição Diálogo com o acervo, o Masc apresenta “Entre a gravura e o livro, o tempo”, uma gravura em metal sem título que traz uma paisagem e a instalação “Minúcias Insignificantes”, ambas da artista Sandra Correia Favero.

Serviço:

O quê: Exposições Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural; LivrosLivres, e Diálogo com o acervo Entre a gravura e o livro, o tempo
Quando: 11/2, 19h (abertura). Visitação: de 12/2 a 3/5. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Onde: Masc, no Centro Integrado de Cultura, av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Fpolis
Quanto: Gratuito


Fonte: Com Agências