Balanço energético: Como entender este conceito para o emagrecimento?

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Costumamos explicar o balanço energético como uma conta bancária. Todos nós temos um “saldo” de calorias para ingerirmos no dia. Este cálculo pode ser estimado (por meio de uma fórmula matemática – Harris Benedict, por exemplo) e nos dá uma ideia de nosso “saldo”, ou seja, o número de calorias que poderíamos ingerir em um dia. Um nutricionista pode lhe ajudar a resolver este cálculo e definir a sua necessidade individual. Há também calculadoras na Internet que podem lhe dar uma ideia.

Assim, se você ingere sempre mais do que precisa ao longo do tempo e também gasta menos do que deveria, manterá um saldo do balanço sempre positivo, e isso, ao longo do tempo, trará Obesidade.

Saúde Mais – Foto: Calculadora

Deixe seu saldo energético em dia

Vários fatores podem fazer com que o balanço energético fique sempre positivo. Abaixo citamos alguns:

– Não praticar exercício físico ou praticar muito pouco. O necessário é 150 minutos de atividade leve por semana ou 75 minutos de atividade intensa no mínimo;

– Ter percentual de massa de gordura muito aumentado (isto por conta da inatividade física). Se você tiver maior quantidade de gordura corporal e muito menor quantidade de massa magra (músculos), é mais difícil “gastar calorias parado” pois o tecido magro é muito mais “gastador” para se manter;

– Você se expõe ou procura a comida o dia todo, seja pela profissão, seja por eventos sociais (nunca se esqueça da caloria das bebidas alcóolicas) e nunca fez conta de quanto ingere. Existem vários aplicativos (“Dieta e Saúde®”, “Myfitnesspall®” ou Tecnonutri®) que ajudam a fazer esta conta. Assim, quando você ingerir uma coxinha frita de frango usando o aplicativo, por exemplo, irá descobrir que ela “lhe custa 450 calorias” (na conta bancária do “balanço energético”) e então vai deixar este acepipe para uma vez por semana, ou menos! Muitos alimentos têm alta densidade energética e precisamos evitá-los ou deixá-los para eventos como uma festa ou um encontro familiar ou de amigos.

Pense: Se, hipoteticamente, você tem 1500 kcal por dia para gastar, uma coxinha já lhe ocupou quase 500 calorias do seu dia! Mas se você resolver comer, sem problemas, só se lembre de não repetir no dia seguinte ou todos os dias…

– A biologia familiar influencia em como será o seu peso na vida. Observe os tios, avós e primos. Como é o histórico deles com o peso. Porque podemos ter um motor mais parecido com um carro econômico (toda a caloria que consome, leva mais tempo para gastar) do que uma caminhonete a diesel (tipo gastador, tudo o que come logo já gasta, mesmo ficando mais parado). Este tipo de “motor” é herdado geneticamente. Por isso devemos não só observar os familiares quanto ao peso, mas também em relação a doenças crônicas (infarto, derrame, hipertensão e diabetes). ? E após observar nossa genética, agir logo para não continuar a “saga” familiar.

– Ter preconceito com tratamento de obesidade. Apenas 2% das pessoas obesas são tratadas com medicamento após o diagnóstico. Isto denota o preconceito e a ideia errônea de que para emagrecer é preciso apenas força de vontade. Há muito preconceito com relação à obesidade no mundo e no Brasil. Precisamos unir forças e tratar esta patologia com respeito. Existem três medicamentos no mercado brasileiro para ajudar o paciente aumentando o Metabolismo Basal, diminuindo a absorção de gorduras ou diminuindo o apetite. Sim, porque até o apetite é herdado geneticamente, além de aprendido na infância! O profissional com Título de especialista em Endocrinologia vai poder lhe ajudar corretamente. ?

– O comportamento familiar na infância também é muito relacionado com nosso hábito alimentar. Lembre-se como eram as refeições, se em clima de paz, se havia a necessidade de comer tudo, de repetir. São comportamentos que aprendemos dos 0 aos 7 anos e depois só repetimos e sofisticamos. Saiba que somos produtos de nossos hábitos adquiridos em tenra infância. Mas que há solução para melhorar os que lhe trazem prejuízo! A terapia com psicólogo faz com que traga para consciência estes tipos de comportamentos muitas vezes “sabotadores” de um bom hábito alimentar. O alimento é nosso primeiro vínculo com a mãe. Mas na vida adulta devemos dissociar a comida de amor. Para que não nos gratifiquemos com comida toda vez que precisarmos de um carinho ou quando precisamos relaxar. Pode ser que este tipo de comportamento esteja fazendo mal a você! ?

Desejamos que você adquira o autocuidado necessário para andar nesta caminhada da saúde e obtenha sucesso! Muito mais do que estética, a saúde a longo prazo será o seu ganho maior! A obesidade é uma doença crônica e complexa, que precisa de tratamento e vigilância por toda a vida.


Fonte: Com Agências