Jornal Floripa - Mercado de produtos eróticos vê chance de crescimento na Olimpíada

Mercado de produtos eróticos vê chance de crescimento na Olimpíada

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Em tempos de crise, o mercado erótico investe na Olimpíada como uma forma de melhorar os lucros. O segmento de produtos para o sexo espera crescer 3,5% em 2016 de acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme). O resultado significa um pequeno crescimento em relação ao ano passado. Em um segmento sensível às mudanças, as empresas aproveitam o período olímpico para lançar novos produtos ou investir em bons estoques, pensando em um acréscimo nas vendas. Este ano, o Dia Mundial do Orgasmo, uma das datas mais lucrativas para o setor, cai na mesma semana que a abertura da Olimpíada e muitos veem no período uma oportunidade de aumentar as vendas. A Hot Flowers, fabricante de produtos sensuais, lançou a linha “Atletas do sexo” pensando no sucesso da Olimpíada no Rio. São vibradores e massageadores nas cores das diversas torcidas, géis que esquentam e esfriam a pele, um kit com cremes cujos potes são nas cores dos aros olímpicos, bebidas energéticas e fantasias femininas. A intenção é atrair os consumidores jovens. “A gente pensou em uma linha jovial, com cores alegres e fortes. Para que os consumidores se sintam atletas neste período olímpico, mas em casa com o parceiro”, explicou Letícia Saga, assistente de marketing da empresa. A empresa também lançou uma linha de produtos para torcedores durante a Copa do Mundo, tendo como garota-propaganda a modelo paraguaia Larissa Riquelme. Influenciado pelos grandes eventos A presidente da Abeme, Paula Aguiar, conta que o mercado de produtos eróticos é muito influenciado pelos grandes eventos e que está preparado para atender a demanda exigida pelo evento. “Atualmente, 17% da população brasileira já consumiu algum tipo de produto erótico. É abaixo da média mundial, que é de 21%. E muito abaixo dos Estados Unidos, onde 50% da população já consumiu algum tipo de vibrador. Ainda há muito preconceito no Brasil e podemos mostrar que os produtos são interessantes e ajudam mulheres e homens a cuidarem de sua saúde e na prevenção de DSTs”, contou Paula Aguiar. As principais datas do setor são o Dia dos Namorados, o Dia do Orgasmo e o Dia do Sexo. Porém, fenômenos populares podem ajudar nas vendas. É o caso do filme “50 tons de cinza”, que impulsionou o mercado de produtos com temática sadomasoquista e o maior fenômeno da história do mercado sensual brasileiro, o filme “De pernas para o ar”, que impulsionou as vendas em tal ponto que o crescimento do mercado registrado em 2012 foi de 18,5% de acordo com a associação do setor. A expectativa é a de que a Olimpíada também ajude nas vendas. A presidente da Abeme destaca que a maioria dos produtos disponíveis atualmente está voltado para casais e para a própria saúde. Segundo ela, os géis excitantes são os itens mais vendidos por este mercado no Brasil. Reforço nos estoques Para Tânia Maria, gerente do Tentação Sex Shop, que possui filiar no Centro e em Copacabana, conta que a loja investiu em um estoque reforçado para atender um possível aumento na demanda. Ela acredita que o momento pode ser uma oportunidade para sair da crise. “Um dos destaques são os géis e vibradores, principalmente os que oferecem descrição. Fizemos aqui pedidos de produtos importados. Geralmente atendemos estrangeiros, tanto no Centro quanto em Copacabana. Mas a procura é a mesma, porque a linguagem do sexo é universal”, explicou Tânia. Trabalhando no mercado de sex shop há 30 anos, ela acredita que o mercado superou parte do preconceito que o envolve com a ajuda da internet, o que permite a consulta aos produtos disponíveis com mais privacidade. A presidente da Abeme explica que o mercado busca constantemente a formação de novos consumidores. Por isso, o Whatsapp também teria auxiliado o crescimento do mercado erótico. “O Whatsapp tem sigilo e ajuda na difusão de informações e nas vendas realizadas de maneira discreta”, contou Paula Aguiar.

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/olimpiadas/rio2016/noticia/2016/07/mercado-de-produtos-eroticos-ve-chance-de-crescimento-na-olimpiada.html

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