<p>A nova Constituição de Cuba, que será submetida a referendo em 24 de fevereiro, será tema de debate nesta terça-feira (12) na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington.</p><p>Sob os auspícios do secretário-geral da OEA, Luis Almagro, o organismo acolherá a conferência intitulada “A nova Constituição cubana e a Carta Democrática Interamericana”, destinada a avaliar se o texto aprovado pelo Parlamento de Cuba no final de 2018 contempla os elementos essenciais desse documento.</p><p>Horas antes da conferência, Almagro, que será um dos palestrantes desta tarde, criticou duramente Cuba no Twitter, chamando o referendo de “farsa”.</p><p>”A ditadura cubana reprime, assedia e encarcera a oposição, e depois reivindicará legitimidade democrática para a farsa de seu referendo constitucional. Já não enganam ninguém, são ditadores da pior laia”, disse ao retuitar uma mensagem do jornal digital cubano 14ymedio que denunciava a revista por parte da polícia da sede da organização dissidente União Patriótica Cubana por sua campanha pelo “Não” ao referendo.</p><p>O projeto da nova Constituição cubana, que busca substituir a Carta Magna vigente desde 1976, reconhece o papel do mercado, da propriedade privada e do investimento estrangeiro na economia, mas sem renunciar ao destino “comunista” e de partido “único” do país.</p><p>Almagro lançou no início de dezembro uma ofensiva contra o “regime cubano”, o qual considerou “a ditadura mais antiga” da América, acusando-o de “crimes contra a humanidade” e de exportar “violência” para a região, especialmente para Venezuela e Nicarágua.</p><p>Então, o secretário-geral da OEA anunciou uma série de conferências para analisar a situação em Cuba, que em 1º de janeiro comemorou 60 anos de sua revolução socialista.</p><p>O debate desta terça-feira na OEA será moderado por Rosa María Payá, filha do falecido ativista cubano para os direitos humanos Oswaldo Payá, e promotora da campanha Cuba Decide, que propõe realizar “um ‘Plebiscito Vinculante’ para iniciar uma transição à democracia” na ilha.</p><p>Além de Almagro, participarão a diretora do Centro de Informação Legal Cubalex, Laritza Diversent; o diretor executivo da Transparência Eleitoral América Latina, Leandro Querido; e o ex-presidente do Comitê Jurídico Interamericano, Jaime Aparicio.</p><p>Cuba foi suspensa da OEA em 1962, durante a Guerra Fria, mas essa sanções foi suspensa em 2009. Até agora, Havana não pediu sua reintegração ao organismo regional de 35 membros, para o qual deveria assinar a Carta Democrática Interamericana.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense