Os pingüins e o Dia D
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Os pingüins e o Dia D

Os pingüins e o Dia D
<p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>Das geleiras do sul, os novos pinguins estão chegando. Não se trata da amável ave sem asas da Antártida, que às vezes se desgarra dos confins da Patagônia para habitar águas mais quentes. São os dois milhões de argentinos que estão armados para o consumo, como se a <b>Ilha de Santa Catarina</b> fosse uma nova Normandia a ser atacada. Às vésperas desse novo 6 de junho de 1944, nossas praias seriam rebatizadas em “código”. Não se chamariam mais <b>Jurerê</b> , <b> Canasvieiras </b>, <b> Brava </b>, <b> Mole </b> e <b> Joaquina </b>, mas Utah, Omaha, Juno, Gold e Sword.<br></p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>Parece que todos tiveram a mesma ideia ao mesmo tempo. Invadir “a praia” florianopolitana. Um fim de semana de sol pede celebração ao ar livre, clima de “fruteira” de Carmen Miranda, onde não faltem os produtos do mar e da terra – estes representados pela beleza das mulheres, algumas já tostadas de sol, numa cor tão irresistível que o poetinha Vinicius temia pelas conseqüências, digamos, “lascivas”:</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>- Queimadas de sol/</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”> Tão boas elas ficam¿/</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”> Resultado: Filho.</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>Minha retina fotografa, não sem um aperto no coração, a fila (ou, em manezês fluente, a “bicha”) contínua das lagartixas de aço e gasolina, subindo as encostas da <b> Lagoa </b>. Contemplo essa superpopulação motorizada e me lembro do tempo em que não era incomum os carros atolarem nas areias da Praia Mole, estacionamentos “providenciais”, pelo singelo fato de que ainda não haviam inventado os motéis aqui na Ilha.</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>O problema de hoje é a bomba migratória. Milhões chegando, ninguém saindo. É hora de levantarmos nossos “ninhos” de metralhadoras verbais e lançarmos ao debate esta pertinente questão:</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>- Quantos forasteiros cabem na Ilha durante a alta temporada? Setecentos mil, um milhão? Precisamos saber, pois tudo o que sabemos, hoje, é que este número não pode ser ilimitado.</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>                                                                ***</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>Estão invadindo nossa Normandia e os governos não estão “nem aí” para este desastre demográfico sazonal. A partir de dezembro, a ilha se transforma numa “casa da mãe Joana”. Ninguém sabe quantos chegam, nem quantas novas “lagartas” queimam combustíveis em nossas canhestras estradinhas.</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>Duas “estatísticas” não param de crescer: o número de automóveis e o de edifícios, com novos “zoneamentos” e gabaritos.</p><p suitastyle=”direction:ltr; margin:0px 0px 0px 0px; text-decoration:none;font-variant:normal;line-height:0.92;letter-spacing:-0.02em;text-align:left;font-size:12.29px;font-family:’Mercury Text G1 Regular’;word-break:break-all;font-weight:normal;font-style:normal;”>Estamos vivendo nossos “Dias D” de falta de <b> Plano Diretor </b> e saneamento. Sem planejamento, um dia a Ilha afunda. </p><p><b>Acompanhe as colunas de  Sérgio da Costa Ramos </b></p><p><br></p><p><br></p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense

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