Pacientes faltam em uma a cada cinco consultas em SC

Pacientes faltam em uma a cada cinco consultas em SC
<p>De cinco consultas e exames agendados na rede pública em Santa Catarina, um procedimento não é realizado porque o paciente falta. Esse é o resultado, em média, das sete cidades que são polos regionais e nos hospitais sob responsabilidade do Estado. Além de impactos financeiros, com profissionais e equipamentos ociosos, o índice de absenteísmo (ausência não justificada aos compromissos), que fica em torno de 22%, implica em mais tempo de espera na fila para os usuários do SUS.</p><p>— A grande preocupação que o Estado tem em relação a faltas é que esse paciente acaba voltando para a fila de espera. Cerca de 30% dos que faltaram, fizeram por motivos injustificáveis — afirma Karin Geller, superintendente de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Saúde de SC, que acrescenta que o ideal seria chegar ao patamar de 10% de faltas. </p><p>Nos 120 hospitais, ligados às centrais de regulação do Estado, mais de 52,7 mil pacientes deixaram de comparecer em consultas, cirurgias e exames entre janeiro e outubro deste ano. A falta de quase um terço dos pacientes (32,8%) prejudica o andamento da fila, uma vez que o horário não pode ser preenchido por pessoas que não estão cadastradas no Sistema de Regulação (Sisreg). Karin afirma que o prejuízo do não comparecimento, só no primeiro semestre deste ano, foi de R$ 1,5 milhão:</p><p>— O paciente até pode decidir não ir, mas que avise na unidade com até 48 horas de antecedência para que a gente passe aquela vaga para outra pessoa. Precisamos criar consciência coletiva na população, porque embora ele não pague, porque é SUS, alguém está pagando aquele atendimento via impostos. Em Florianópolis, entre as consultas com especialistas e odontológicas, o absenteísmo foi de 33,5% nos primeiros 10 meses deste ano.</p><p>A gerente de Regulação da Secretaria de Saúde da Capital, Talita Rosinski, diz que a dificuldade começa na hora de avisar o usuário que a consulta foi agendada, já que muitas vezes o telefone está desatualizado. Então, o protocolo é fazer três tentativas em horários diferentes e, em alguns casos, o agente comunitário de saúde vai na casa do paciente para avisar da marcação: </p><p>— Dos que a gente consegue avisar, quase 60% não retiram a autorização do atendimento nas unidades de saúde. A gente tem perda do atendimento e é o acesso de todos que fica prejudicado.</p><p><br></p><p class=”embed-content”> !function(e,t,s,i){var n=”InfogramEmbeds”,o=e.getElementsByTagName(“script”)[0],d=/^http:/.test(e.location)?”http:”:”https:”;if(/^/{2}/.test(i)&&(i=d+i),window[n]&&window[n].initialized)window[n].process&&window[n].process();else if(!e.getElementById(s)){var r=e.createElement(“script”);r.async=1,r.id=s,r.src=i,o.parentNode.insertBefore(r,o)}}(document,0,”infogram-async”,”https://e.infogram.com/js/dist/embed-loader-min.js”); Ausência em atendimentos agendados e exames em SC <br> Infogram </p><h3><strong>Capital estima prejuízo de R$ 7 milhões com ausências</strong></h3><p>O tempo de espera entre a solicitação e a consulta varia, mas a gerente de Regulação da Secretaria de Saúde da Capital, Talita Rosinski, garante que 70% do que é marcado hoje no município de Florianópolis não ultrapassa os 90 dias. E sobre o aviso da marcação, é feito em média 10 dias antes da data do exame ou consulta, o que, segundo Talita, facilita para o paciente não esquecer e para que tenha disponibilidade de comparecer. Ainda assim, a expectativa é um prejuízo de R$ 7 milhões com as faltas nas consultas especializadas até o fim do ano no município. </p><p>Segundo a Secretaria de Saúde da Capital, com esse recurso perdido o município poderia, por exemplo, custear todos os medicamentos consumidos por um ano; manter 11 novas equipes de saúde da família nesse período ou então contratar 34 novos médicos para atender nas unidades de saúde por um ano.</p><p>— O município tem que continuar pagando o profissional independente de o paciente ser atendido ou não. Se todo mundo que não precisasse mais ou já melhorou avisasse, poderíamos chamar os próximos e teríamos um tempo de espera cada vez menor — reforça a gerente. </p><p>A presidente do Conselho Estadual de Saúde, Cleia Giosole, reforça que a entidade considera as faltas a consultas preocupante em SC e que os conselhos municipais deveriam trazer o tema para a pauta. </p><p>— Há a necessidade de fazer uma campanha mostrando esse problema para a população, a falta dos usuários nas consultas é algo preocupante mesmo. Mas tem que se saber como está sendo o processo de avisar o usuário, se é feito com muita antecedência ou muito em cima da hora — pondera.<br></p><h3><strong>Prefeituras e Estados apostam em tecnologia para melhorar índices</strong></h3><p>Desde abril, moradores de Blumenau podem agendar consultas e consultar prontuários, prescrições, histórico de vacinas e outros dados médicos do SUS através de um aplicativo de celular. O app Pronto Mobile está disponível para todos os ambulatórios gerais da cidade, com o objetivo de reduzir as filas na marcação de consultas, feita até então presencialmente. Já em relação às filas de exames e consultas com especialistas, deve ser implantada no início de 2019 a Central de Relacionamento, que terá uma equipe responsável por confirmar os agendamentos. Até outubro deste ano, o percentual de faltas a consultas, exames e procedimentos em Blumenau foi de 18,7%.</p><p>— O prejuízo social das faltas é grande, porque as filas aumentam, e quando uma pessoa falta, outra está deixando também de ser atendida — reforça o Secretário de Promoção da Saúde de Blumenau, Marco Antônio Bramorski.</p><p>Assim como o município do Vale do Itajaí, outros pretendem implantar aplicativos para tornar a comunicação com o usuário mais rápida e fácil e, com isso, reduzir o absenteísmo. Em Florianópolis, a expectativa é até abril de 2019 o sistema estar pronto para enviar mensagens por celular ou notificações por aplicativo para avisar o usuário de marcação de consultas. Também será possível atualizar os dados cadastrais, sem precisar ir até a unidade. O governo estadual também pretende criar um aplicativo com essas funcionalidades no próximo ano. </p><p><strong>Leia também:</strong></p><p> <strong>8,5% dos catarinenses vivem abaixo da linha da pobreza, aponta IBGE</strong> </p><p>  <strong>Com desistências, 19 vagas do Mais Médicos reabrem em SC</strong> </p><p><br></p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense