Paralimpíadas: O que mais importa é superar os próprios limites 
<p>Eu gosto das Olimpíadas, mas gosto ainda mais dos Jogos Paralímpicos, que começam amanhã no Rio de Janeiro. Tudo aquilo que define um grande atleta _ resistência, treinamento, força de vontade, garra e superação _ fica ainda mais evidente quando este esportista possui algum tipo de deficiência, seja física, mental ou múltipla. São muitos os desafios a serem superados até chegar a fazer parte de uma seleção olímpica. O esporte, de uma maneira geral, já recebe pouco incentivo. O que dirá, então, das crianças e jovens que têm algum tipo de comprometimento. Geralmente, elas são deixadas de lado desde os tempos de colégio. São esquecidas nas aulas de educação física, quase nunca fazem parte do time da sala nem são chamadas para competições. Como se tornar um atleta olímpico, se falta estímulo? Só tendo muita garra mesmo.<br></p><p><b style=”line-height: 26px;”>Acompanhe as colunas de  Viviane Bevilacqua </b></p><p>As Paralimpíadas são a coroação deste esforço, e eu sempre me emociono com os atletas, tanto com aqueles que sobem ao pódio quanto com os últimos a cruzarem a linha de chegada, porque todos eles são grandes campeões. Cada um sempre tentando superar seus próprios limites. Pode existir algo mais bonito do que isso? Vou torcer muito para os nossos 278 atletas, a maior delegação brasileira em uma Paralimpíada. Pela primeira vez na história teremos representantes em todas as 22 modalidades que compõem o programa dos jogos. Que orgulho! </p><p>Fiquei curiosa em saber como surgiram os Jogos Paralímpicos, e fui à busca da informação, que repasso aos interessados. Os primeiros eventos competitivos voltados para pessoas com deficiência surgiram na Inglaterra, logo após a Segunda Guerra Mundial, muito em função de inúmeros ex-combatentes terem perdido membros ou a audição enquanto lutavam. Começou na Inglaterra, em 1948. No Centro Nacional de Lesionados Medulares, criado pelo governo para tratar os soldados feridos na guerra, os médicos adotaram o esporte como parte da reabilitação médica, o que não era uma prática muito comum naquela época. Eram 16 atletas, todos veteranos de guerra. A realização dos Jogos na Inglaterra coincidiu com as Olimpíadas de Londres, mas foi só em 1960, com os Paralímpicos de Roma, que essa competição ganhou a forma que é hoje e passou a ser realizada nas mesmas cidades e nas mesmas instalações dos Jogos Olímpicos.<b>         </b><br></p><p><b>Leia as últimas notícias do  Diário Catarinense </b><br></p><p><br></p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense