<p>A direção da Renault enfrenta nesta quarta-feira as perguntas de seus acionistas franceses, em uma assembleia geral realizada em meio à crise de sua aliança com a Nissan e após o cancelamento do projeto de fusão com a Fiat Chrysler (FCA).</p><p>A assembleia geral terá início às 13h15 GMT (10h15 de Brasília) em Paris com a presença do presidente do grupo, Jean-Dominique Senard, e do diretor geral, Thierry Bolloré, que terão que responder muitas perguntas.</p><p>O caso de Carlos Ghosn custou caro aos acionistas da Renault. Desde a prisão do emblemático ex-presidente, arquiteto da aliança com a Nissan e Mitsubishi, as ações da Renault estão em níveis muito baixos, em torno de 55 euros.</p><p>Em um ano, as ações da Renault perderam um terço de seu valor.</p><p>O grupo também foi afetado pela má situação econômica internacional e pelas transformações tecnológicas, que exigem grandes investimentos em carros elétricos sem garantia de rentabilidade.</p><p>No entanto, alguns acionistas criticam os executivos da Renault por não terem supervisionado a administração de Ghosn, cuja queda causou uma profunda crise com a Nissan.</p><p>”Até onde podemos ver, os diretores não exerceram suas responsabilidades no interesse dos acionistas (…) permitindo que a recente crise começasse”, reclamou a empresa de administração Phitrust em um comunicado.</p><p>Senard terá que explicar sua estratégia para a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, três empresas unidas por participação cruzada.</p><p>No início do ano, a parte japonesa rejeitou um projeto de integração reforçada com a Nissan através de uma participação comum em partes iguais.</p><p>Na semana passada, a fusão com a Fiat Chrysler (FCA), anunciada 11 dias antes, fracassou.</p><p>Esta união criaria a número 3 do setor, mas o projeto não foi à frente devido ao prazo adicional solicitado pelo governo francês, principal acionista da Renault, e que levou os executivos da Fiat Chrysler a abandoná-lo.</p><p>O grupo Renault produziu 3,9 milhões de veículos no ano, com vendas baixas, exceto na Europa.</p><p>Em 2018, obteve um resultado líquido de 3,3 bilhões de euros, menos de um terço em relação ao ano anterior, principalmente devido às dificuldades da Nissan. E 2019 poderia ser um ano ainda mais difícil.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense