A Secretaria de Estado da Defesa Civil SC em parceria com a Polícia Militar Rodoviária realizou o curso e simulado de atendimento a emergências químicas. A aula teórica iniciou na quarta-feira (28), na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) de Chapecó e terminou na quinta-feira (29) pela manhã. No total, 39 profissionais que atuam em ocorrências de produto perigoso participaram da capacitação, além de quatro instrutores.

Durante a tarde de quinta, foi realizado o simulado de acidente envolvendo produto perigoso. O trecho de Chapecó a Goio Em, próximo ao Coutry Club, serviu de cena do teatro. O trânsito foi desviado pelas vias laterais e tudo foi preparado como se fosse uma ocorrência real. Conforme o gerente de Gestão de Produtos Perigosos da Defesa Civil SC, Almir Vieira, o curso e o simulado ajudam os profissionais que atuam nessas ocorrências como devem se comportar diante de um acidente com produto químico.

Ainda na sala de aula, os alunos foram divididos em equipes para atender a suposta vítima. Um homem caído entre um carro e um caminhão atravessado na SC 480 com o suposto produto químico escorrendo sobre ele. Em seguida, sirenes de viaturas pediam passagem no trânsito para chegar rápido ao local.

Ninguém sabia que tipo de produto tinha naquele caminhão. A primeira equipe avaliou a segurança da cena e encontrou as placas de identificação do  suposto produto químico: solução de Peróxido de Hidrogênio (H2O2). Uma substância química com propriedades ácidas e ação oxidante. Ele é usado nas reações de oxidação, nos processos de branqueamento das indústrias de celulose, papel, têxtil, bem como no tratamento de efluentes e do ar exaurido e, ainda, em várias aplicações no setor de desinfecção. 

Simulando uma situação real, os profissionais isolaram a área numa distância de aproximadamente 100 metros até a vítima para evitar a aproximação de curiosos. “Quando se trata de acidente com produto químico, deve manter distância para evitar o risco de contaminação”, diz Vieira. No simulado, foi montado um stand para a imprensa e pessoas que passavam por ali para acompanhar de longe e aprender como se comportar numa situação semelhante como aquela que ocorreu. 

O resgate

Vestidos com uma roupa amarela que cobre o corpo todo, assim os socorristas se preparavam para salvar a vítima. Eles usam o Equipamento de Proteção Individual de Nível A que protege o corpo da exposição dos gases tóxicos.

Antes de levar a vítima ao hospital, a equipe fez a descontaminação dela. “O homem que estava caído e os próprios socorristas passaram por uma ducha de água e detergente neutro”, explica Vieira. Em seguida, os bombeiros conduziram até o ponto do helicóptero do Serviço de Atendimento e Resgate Aéromédico (Sara). De lá, eles seguiram até o hospital.

O coordenador municipal da Defesa Civil de Maravilha, Valdecir Sartori, participou do curso junto com outros 38 alunos. Para ele, o simulado na prática é a melhor forma de aprender. “A gente sentiu a dificuldade, a falta de conhecimento que tínhamos e que estamos no caminho certo. Temos que continuar fazer esses treinamentos para estar preparados para esse tipo de ocorrência”, afirma.

Participaram do simulado Defesas Civis Municipal e Estadual, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Militar Ambiental, Agentes de Trânsito, Vigilância Sanitária, Fundação do Meio Ambiente, Conselho Regional de Química, e profissionais que atuam no transporte de produtos perigosos.

Fonte: floripanews