Todos pelo tênis: encontro congrega tenistas de todas idades por evolução da modalidade

Todos pelo tênis: encontro congrega tenistas de todas idades por evolução da modalidade
<p>Carolina Xavier Laydner tem 14 anos, uma raquete e um sonho. A menina de Florianópolis pretende disputar grandes torneios mundiais de tênis em um futuro não muito distante. Nesta semana ela pôde sentir o gostinho do que persegue. Quinta colocada no ranking brasileiro da sua idade, treinou com quem tem como referência, Bia Haddad, a tenista número 1 do Brasil. Uma experiência que marca os dias da menina no <strong>Encontro Internacional de Tênis,</strong> que começou na segunda-feira e vai até sábado nas quadras da Confederação Brasileira da modalidade, na Capital de Santa Catarina.</p><p>Todos falam a mesma língua, a do tênis, no complexo de cinco quadras. Inclusive os jovens de oito países da América do Sul e Central. Profissionais batem bola entre si ou com promessas da modalidade, ex-jogadores acompanham os treinamentos e reveem amigos, treinadores e preparadores físicos trocam ideias com colegas de profissão e atletas. O encontro é um grande festival que reúne expoentes e joias em fase de lapidação. Foi assim que uma menina de 14 anos chegou a bater bola com a melhor tenista do Brasil na atualidade.</p> Carol Laydner, 14 anos, sonha em disputar grandes torneios mundiais Foto: Marco Favero / Diário Catarinense <p>- Estou começando a preparação para o ano que vem e treinando bastante. Vi os profissionais treinando. Pude bater bola com a Bia, foi o mais legal. Conversei com ela e foi muito querida – conta Carol Laydner, que pretende ficar entre as seis melhores da América do Sul neste começo de ano para disputar torneios de níveis altos na Europa.</p><p>Não são apenas os postulantes a tenistas profissionais que apreciam o encontro realizado na sede da confederação e da Federação Catarinense de Tênis. Melhor brasileiro no ranking mundial de duplas, com a sétima posição, Bruno Soares chegou ao complexo com largo sorriso no rosto, cumprimentava a todos que encontrava no caminho até a quadra. O ambiente causava felicidade e animação.</p> Melhor brasileiro do mundo nas duplas, Bruno Soares aproveita para rever amigos e bater bola com os amigos Foto: Marco Favero / Diário Catarinense <p>- Vim bater uma bolinha também. Mas é mais para conversar, para estar com a turma, para aprender, passar um pouquinho das minhas experiências, das coisas que vi, e vou escutar também da galera. Estou aqui para contribuir – diz o tenista que começou a preparação para 2019 e ainda está voltado à parte física.</p><p>Sentimento comungado por Orlando Luz, o Orlandinho. O tenista de 20 anos (370 do ranking mundial) é a esperança do País em estar entre os top 100 em um futuro não muito distante, e passou uma hora e meia da tarde de quinta-feira treinando com o melhor brasileiro pela ATP, Thiago Monteiro.</p> Orlando Luz, o Orlandinho, treina forte em final de temporada de competições Foto: Marco Favero / Diário Catarinense <p>- Estou empolgado com a semana, tem crianças de todas as idades, estou treinando com atletas de alto nível. Treinei com um dos tenistas mais bem ranqueados do Brasil. É legal para fazer bons treinos, para passar coisas legais para crianças, para os que estão vindo, e também receber informações. Estava na quadra e tinha o Marcos Daniel de treinador, que já foi 50 do mundo. Foi legal escutar as orientações dele. Esse intercâmbio é muito útil – resume Orlandinho, que está no final de temporada.</p><p>O encontro é uma das três principais ações de desenvolvimento de atletas aplicada pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT). As outras consistem em manter tenistas em treinamento fora do país e fazer com que jovens acompanhem profissionais em torneios mundiais. No entanto, a semana de treinamento é a mais abrangente porque envolve todos. Coloca promessas, profissionais, ex-profissionais, treinadores e preparadores juntos para seguirem o caminho da evolução, independente da idade.</p> Bia Haddad é acompanha pelas tenistas jovens que aspiram o profissionalismo Foto: Marco Favero / Diário Catarinense <p>- Uma coisa é a rotina em que o atleta treina com as mesmas pessoas diariamente e com o mesmo treinador. Aqui ele escuta vozes diferentes, às vezes é a mesma informação, mas com uma aplicabilidade melhor na quadra. A Carol Laydner, por exemplo, teve possibilidade de bater com a Bia Haddad. Isso cria referência por treinar com a número 1 do País, que tem capacidade de chegar na quadra e estabelecer um padrão de treino bacana, aumenta o nível dela e motiva para vislumbrar o que pode ser – comenta Rafael Westrup, presidente da CBT.</p><p><strong>Leia outras matérias sobre </strong> <strong>tênis</strong>  </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense