Trudeau acusa China de violar imunidade diplomática de detido

<p>O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, acusou nesta sexta-feira (11) Pequim de violar a imunidade diplomática de um ex-enviado canadense ao detê-lo na China há um mês por acusação de espionagem.</p><p>Michael Kovrig tinha aproveitado uma licença concedida pelo Ministério de Assuntos Exteriores para colaborar com um organismo de especialistas, o International Crisis Group, em Hong Kong.</p><p>A China deteve Kovrig e o empresário Michael Spavor no mês passado, acusando os dois de atividades que “põem em risco a segurança da China” – uma expressão que Pequim costuma usar para se referir à espionagem.</p><p>Acredita-se que suas detenções sejam uma retaliação à prisão no Canadá, a pedido dos EUA, da vice-presidente da Huawei, Meng Wanzhou, que é acusada de violar sanções contra o Irã.</p><p>”É lamentável que a China detenha de forma arbitrária e injusta dois cidadãos canadenses”, disse Trudeau em uma coletiva de imprensa em Regina, no oeste do país.</p><p>”Em um dos expedientes não se respeitou a imunidade diplomática. Estamos em contato sobre este tema com as autoridades chinesas e nossos sócios internacionais”, acrescentou, em referência ao caso Kovrig.</p><p>As pessoas que têm um passaporte diplomático gozam de imunidade quando estão no exterior, segundo a convenção de Viena.</p><p>A declaração de Trudeau sugere que Kovrig estava usando um passaporte desse tipo, embora estivesse de licença, o que é possível quando autorizado pelo Ministério de Assuntos Exteriores.</p><p>Pequim afirma que as prisões dos dois canadenses não estão vinculadas à de Meng Wanzhou, mas muitos observadores veem esta última como uma medida de represália da China.</p><p> * AFP </p><!– contentFrom:cms –>
Fonte: Diário Catarinense