Veja fotos sobre o ato em homenagem a Marielle Franco na Capital

No final da tarde de ontem (15), diversas pessoas estiveram na Esquina Feminista (cruzamento entre as ruas Deodoro e Conselheiro Mafra), Centro da Capital) no Centro de Florianópolis para o ato em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, morta a tiros na última quarta-feira (14).

Em sua rede social, Osíris Duarte descreveu o que viu e sentiu durante o ato.

Comentei com uma amiga que dava quase para pegar o silêncio no ar. Era estrondoso. Quase material. Na real ele é mesmo. Nunca tinha estado em uma manifestação assim. Queria colocar ele numa caixa e mandar pelo correio para todos que pudesse.

Muita gente emocionada, chorando, entre abraços e trocas de olhares, poucas palavras, elas são insuficientes. Nos movemos pelo que sentimos. Pensamos apenas por um capricho necessário. O que somos é o que sentimos. E hoje tinha muita gente lá movida por um sentimento de tristeza profunda. Não era propriamente uma indignação, uma revolta, não. Era maior. Nos olhos de alguns dava para ver um abismo, perdido, quase como imerso em uma vontade de que tudo fosse sonho, ou melhor, pesadelo…

Como pode? Cada vez mais perto, cada vez mais perto… Como puderam? Sem palavras essas perguntas pairavam no ar. A comoção de umas quase 2 mil pessoas era comovente e comovia. Comoção… Emoção comum? Como são, como somos… Quando saímos de casa movidos pelo sentimento comum inominável que faz parte de ser humano, esse misto de tristeza, força, esperança, vontade, um amor aguerrido, despido de vaidade, as paredes da cidade estremecem. Quando sentimos juntos essas coisas, isso é poderoso.

Marielle Franco

Marielle Francisco da Silva foi morta a tiros na noite dessa quarta-feira (14), após sair de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas” na região da Lapa, no Rio de Janeiro. Filiada ao Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), ela foi a quinta vereadora mais votada da cidade do Rio de Janeiro, com mais de 40 mil votos recebidos.

Formada em Ciências Sociais pela PUC-Rio, onde cursou como bolsista integral, mestre em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Marielle tinha 38 anos, era feminista e militante dos direitos humanos.

Crítica à intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar, denunciou diversas vezes abusos de autoridade cometidos por esta. Foi assassinada com quatro tiros na cabeça, o motorista do veículo em que ela se encontrava também morreu, apenas sua assessora conseguiu escapar com vida.

Hoje, de acordo com matéria publicada no site G1, a perícia descobriu que a munição usada é de um lote vendido para a Polícia Federal de Brasília em 2006. Polícia Federal e Civil devem iniciar o rastreamento.

Outro dado levantado pela investigação até agora é de que logo após a saída do carro de Marielle, outro veículo que estava estacionado no local também saiu, piscou o farol e seguiu o carro da vereadora. No meio do caminho um segundo automóvel também entrou na perseguição. Esses e outros aspectos reforçam a tese de que a morte de Marielle foi premeditada.

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Fonte: Floripa News