Alemanha estuda fechar comércio e escolas até 10 de janeiro para frear casos de Covid-19


País está atualmente em ‘lockdown’ parcial, com bares e restaurantes fechados, e pode proibir outros serviços não essenciais. Pedestres com máscara de proteção à Covid passam por loja de sapatos em Berlim, na Alemanha, no dia 11 de dezembro
Odd Andersen/AFP
A Alemanha planeja fechar o comércio e as escolas entre os dias 16 de dezembro e 10 de janeiro para conter a propagação da Covid-19 no país, segundo um projeto ao qual a agência de notícias Reuters teve acesso neste domingo (13). Segundo a proposta, apenas serviços essenciais, como supermercados, farmácias e bancos, teriam permissão de funcionamento.
Pelo plano, as empresas serão orientadas a dispensar os funcionários ou a priorizar o home office.
O país está em “lockdown” parcial há seis semanas, com bares e restaurantes fechados, mas lojas e escolas abertas. Com o aumento das infecções, algumas regiões da Alemanha já impuseram medidas de restrição mais rígidas.
A preocupação com a segunda onda de casos cresce com a aproximação do Natal. O número diário de novos registros e óbitos atingiu na última semana o maior patamar desde o início da pandemia.
Somente nas últimas 24 horas, segundo o governo da Alemanha, foram 381 mortes, elevando o total para 21.787. Houve ainda 20.200 novos casos confirmados, somando 1.320.716 registros.
Na quarta-feira (9), a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu – em um discurso emocionado – que o Parlamento aprovasse mais restrições em toda a Alemanha até a primeira quinzena de 2021.
“Lamento muito, mas se isso [menos restrições] significa pagar um preço diário de 590 mortes, do meu ponto de vista, é inaceitável”, disse Merkel.
Angela Merkel se emociona ao pedir novas restrições para conter a pandemia na Alemanha
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