Aluno de Arqueologia da Ufopa é vencedor do Prêmio Luiz de Castro de Faria concedido pelo Iphan


O trabalho de Jair Boro Munduruku aborda a Arqueologia a partir de conceitos da cultura Munduruku, o que constitui grande inovação. Jair Boro Munduruku em trabalho de campo do curso de Arqueologia da Ufopa
Camila Jácome
Jair Boro Munduruku, aluno do curso de Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), é o vencedor da oitava edição do Prêmio Luiz de Castro de Faria (edição 2020), realizado anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O reconhecimento ocorreu por meio do Colegiado de Arqueologia, que avaliou a relevância da pesquisa acadêmica de qualidade e sua relevância na temática do Patrimônio Arqueológico Brasileiro. É a primeira vez na história do prêmio que um pesquisador indígena é vencedor. O prêmio foi concedido pela categoria de monografia de graduação em Arqueologia.
De acordo com a Ufopa, o trabalho de Jair Boro Munduruku, intitulado Caminhos para o passado: Oca’õ Agõkabuk e Cultura Material Munduruku, aborda a Arqueologia a partir de conceitos da cultura Munduruku, o que constitui grande inovação.
A orientadora do trabalho foi Bruna Rocha, tendo como coorientador Vinícius Honorato, segundo os quais “o prêmio nos enche de orgulho e esperança na Arqueologia e na universidade pública brasileira”. Para a coordenadora do bacharelado em Arqueologia da Ufopa, Myrian Sá Leitão Barboza, a boa classificação de todos os trabalhos que foram enviados demonstra a excelência de preparação dos egressos da Ufopa.
Momento da defesa do TCC premiado (2019). Ao centro, Jair Boro com seu filho Jadiel
Gabriela Carneiro
Ela destacou os alunos do curso de Arqueologia da Ufopa que enviaram seus trabalhos e receberam notas excelentes, concorrendo com diversas outras monografias de Arqueologia de todo o Brasil, a exemplo de Clara Ariete Mendonça Costa, Cooni Wai Wai, Maurício Rabelo Criado, Naiane Silva Branches e Vitória dos Santos Campos.
Este não foi o primeiro prêmio recebido por uma monografia de Arqueologia defendida na Ufopa. Em 2018, o prêmio foi concedido ao aluno Márcio Amaral Lima.
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