AM adquire 1,5 milhão de seringas e prevê compra de frigoríficos para vacinação contra Covid-19

Wilson Lima declarou que ainda precisa entender quais vacinas estarão disponíveis para o estado. Doença já matou mais de 5 mil pessoas. AM adquire 1,5 milhão de seringas e prevê compra de frigoríficos para vacinação
O Governo do Amazonas já adquiriu 1,5 milhão de seringas e prevê a compra de contêineres frigoríficos que devem ser usados na vacinação contra a Covid-19, prevista para o começo de 2021. As informações foram repassadas pelo governador Wilson Lima.
A doença já matou mais de 5 mil pessoas, e infectou mais de 188 mil no Amazonas, até esta quarta-feira (16).
Nesta quarta, o Governo Federal apresentou o Plano Nacional de Vacinação. Para Lima, que esteve presente na solenidade, o governo estadual ainda precisa entender quais são as vacinas que estarão disponíveis para o Amazonas.
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“A Pfizer, por exemplo, ela tem que ser conservada a uma temperatura de -70, e a gente já tem um compromisso informado pelo ministro de que se a gente receber a Pfizer, ela entrega até os municípios”, disse.
Conforme o governador, uma “construção” está sendo feito para contratar frigoríficos que conservem vacinas entre 2 e 8 graus, e podem receber outras vacinas, como a Coronavac.
“A gente tá com esse cronograma quase fechado, esperando só a sinalização e os últimos detalhes por parte do Ministério da Saúde”, declarou Lima.
No dia 9 deste mês, o governador Wilson Lima anunciou que a distribuição de vacina contra a Covid-19 no Amazonas deve ocorrer entre os meses fevereiro e março de 2021. O governo deve seguir o plano do Governo Federal sobre a compra das doses.
Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19
Governo lança o plano nacional de vacinação contra a Covid
Novos grupos prioritários e a previsão de utilização da CoronaVac foram incluídos na versão do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, que foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira (16).
Além disso, a atual versão do plano também excluiu a lista com nomes de pesquisadores antes citados no documento como colaboradores. No sábado, o grupo divulgou nota dizendo que não foi consultado.
Ainda durante a apresentação do plano, outra polêmica com a comunidade científica foi abordada: o governo afirmou que o “termo de responsabilidade” ainda será exigido de quem tomar vacina que tiver aprovação com o status de “uso emergencial”. Especialistas são contra a exigência de assinatura de um termo.
Permanece indefinida a data de início da vacinação: o ministério diz aguardar que desenvolvedores obtenham a licença e disponibilizem as doses. O ministro Eduardo Pazuello projetou “meados de fevereiro” como uma data provável.
Na atualização do plano, foram incluídos entre as prioridades da campanha de vacinação:
comunidades tradicionais ribeirinhas;
quilombolas;
trabalhadores do transporte coletivo;
pessoas em situação de rua;
população privada de liberdade.
Além dos novos grupos, permanecem entre os prioritários:
trabalhadores da área de Saúde;
idosos (acima de 60 anos);
indígenas;
pessoas com comorbidades;
professores (do nível básico ao superior);
profissionais de forças de segurança e salvamento;
funcionários do sistema prisional.
Grupos das três primeiras fases
De acordo com o plano, as três primeiras fases incluem os seguintes grupos:
Primeira fase: trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas; população indígena aldeado em terras demarcadas aldeada; povos e comunidades tradicionais ribeirinhas.
Segunda fase: Pessoas de 60 a 74 anos.
Terceira fase: pessoas com comorbidades.
Ainda não está definido em qual fase serão inseridos os demais grupos prioritários. Segundo o governo, a decisão depende de aprovação das vacinas e disponibilidade.
Veja destaques da fala do ministro Eduardo Pazuello sobre vacinação contra a Covid-19
CoronaVac entre as previstas
O texto do Plano Nacional cita que o Brasil firmou “memorandos de entendimento, que expõem a intenção de acordo” com:
Pfizer/BioNTech;
Janssen;
Instituto Butantan;
Bharat Biotech;
Moderna;
Gamaleya.
Em seu discurso, Pazuello afirmou que todas as vacinas produzidas no Brasil, sejam as produzidas pelo Insituto Butantan, pela Fiocruz, ou “por qualquer indústria, terão prioridade no Sistema Único de Saúde (SUS).
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