Após atualização do Plano SP, comércio inicia horário de final de ano em Piracicaba


De segunda a sexta-feira, expediente será das 9h às 21h; veja como fica o atendimento em finais de semana e vésperas de feriados. Movimento em área comercial de Piracicaba
Ronaldo Oliveira/ EPTV
Após o governo estadual anunciar alterações no Plano São Paulo que permite que o comércio funcione por 12 horas, o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Piracicaba (SP) informou que o horário das lojas do centro e corredores neste final de ano será das 9h às 21h de segunda a sexta-feira.
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“O Sincomércio e o Sincomerciários (Sindicato dos Empregados do Comércio) assinaram hoje [sexta-feira] um aditamento da convecção coletiva atual, autorizando o horário estendido”, afirmou o presidente do Sincomércio Piracicaba, Itacir Nozella, em nota.
O funcionamento em dezembro passa a vigorar neste sábado (12) da seguinte forma:
De segunda a sexta-feira: das 9h às 21h;
Sábados (12 e 19 de dezembro): das 9h às 18h;
Domingos (13 e 20 de dezembro): das 9h às 17h;
Dia 24 de dezembro (quinta-feira): das 9h às 18h;
Dia 25 de dezembro, 1º e 02 de janeiro: fechado;
Dia 31 de dezembro: das 9h às 13h.
Horário do Shopping Piracicaba:
De segunda à sábado das 10h às 22h;
Domingos (13 e 20 de dezembro): das 10h às 22h;
Dia 24 de dezembro (quinta-feira): das 9h às 18h;
Dia 31 de Dezembro: das 10h às 16h.
Segundo Nozella, os estabelecimentos precisam disponibilizar álcool em gel, permitir somente a entrada de pessoas com máscara e limitar a entrada a 40% da capacidade do local.
Expectativa
O mês mais importante do comércio deve registrar crescimento de apenas 1% nas vendas em relação a 2019, estima a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Apesar de positivo, este crescimento poderia ser muito maior (cerca de 10%) se a injeção do décimo terceiro salário na economia, em 2020, seguisse os mesmos padrões de 2019 e, além disso, se o auxílio emergencial do governo federal tivesse mantido seu valor integral de R$ 600 até dezembro, na avaliação da federação.
Enquanto, em 2019, as famílias paulistas gastaram R$ 15,3 bilhões, do valor do décimo terceiro recebido, no consumo nesta época do ano, a previsão agora é que este montante seja de R$ 10,3 bilhões – ou seja, R$ 4,9 bilhões a menos na economia, o que significa uma redução expressiva de 32,4%.
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Segundo a pesquisa, o resultado do comércio paulista deve ser encabeçado por duas atividades que normalmente não estão ligadas às compras de Natal: as lojas de materiais de construção – que devem vender 43% a mais neste dezembro do que no mesmo mês do ano passado – e as de autopeças e acessórios para veículos (25%).
Os supermercados também vão faturar mais: 15%, resultado que consolida um ano aquecido por causa da quarentena. A porcentagem é a mesma para lojas de móveis e decoração, também impactadas pelo isolamento social.
Entre os destaques negativos, estão as lojas de roupas e calçados, que vão vender 37% a menos do que em dezembro de 2019, e as concessionárias de veículos, cuja previsão é de queda de 14%.
A melhora em 1% nas vendas se deve também ao fato de que os preços de produtos geralmente demandados para presentes de Natal cairão 2,48% em 2020. Enquanto itens como computadores (19,7%), joias (17,01%) e televisores (11,36%) estão significativamente mais caros, os artigos de vestuário estão 6,81% mais baratos, mesma situação dos brinquedos (-8,14%).
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