Após quase dois anos, unidades da Fundação CASA de Ferraz seguem sem previsão de reabertura


Estruturas foram construídas em cima de um antigo lixão e foram desativadas por causa do vazamento de gás. Fundação afirma que vai enviar análise do solo para Cetesb até o final do ano. Unidades da Fundação Casa de Ferraz de Vasconcelos seguem desativadas
Carolina Paes/G1 Mogi e Suzano
As duas unidades da Fundação CASA de Ferraz de Vasconcelos seguem desativadas há quase dois anos e não há previsão para a reabertura. As unidades foram construídas em cima de um antigo lixão e tiveram que ser desativadas por causa de vazamento de gás no local.
Segundo a Fundação, a documentação e a análise da situação do solo dos dois centros socioeducativos devem ser enviados para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) até o final do ano.
A Fundação Casa informou ainda que atualmente há 39 pontos de monitoramento dos gases que são liberados do terreno das unidades. A entidade destacou que eram 29 pontos e mais dez novos pontos de monitoramento foram instalados no local.
De acordo com a Fundação CASA, todos os adolescentes que se encontravam em atendimento na época da transferência e desativação temporária dos centros socioeducativos de Ferraz de Vasconcelos em abril de 2019 já foram desinternados pelo Poder Judiciário.
A instituição esclarece que não há previsão de retorno das atividades, porque a Fundação CASA dependerá da avaliação e orientação técnica da Cetesb sobre as próximas etapas.
Segundo a Fundação, tem sido priorizado o atendimento dos adolescentes da região nos três centros socioeducativos localizados no Alto Tietê, sendo dois em Itaquaquecetuba e um em Arujá.
Em abril do ano passado, quando as unidades foram desativadas, os adolescentes que estavam em atendimento nos dois centros socioeducativos de Ferraz continuaram cumprindo a medida socioeducativa em outros locais, parte deles no litoral paulista.
Fundação Casa em antigo lixão
As unidades foram inauguradas em 2006 e construídas em cima do antigo Lixão do Cambiri. Em reportagem publicada pelo G1 em 2013, a Cetesb informou que a Prefeitura cedeu parte da área do lixão para a Fundação Casa e que ,quando foi consultada, a construção já estava concluída.
A unidade foi inaugurada em 2006 e desde então a Cetesb acompanha a situação para prevenir acidentes. Entre as medidas determinadas à Fundação Casa estava a exaustão dos gases.
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