Aumento nos casos de Covid mexe com o clima festivo do fim do ano na Ásia

Em Tóquio, os trens que circulavam durante a madrugada no réveillon serão suspensos. E vários templos já anunciaram que fecharão as portas. Virar a última noite do ano nesses locais sagrados é uma tradição japonesa. Pandemia transforma festas de fim de ano na Ásia
O aumento recente nos casos de Covid-19 em vários países da Ásia mexeu com o clima festivo do fim do ano.
Papai Noel anda meio esquecido pelos cantos e a iluminação de Natal, que sempre atrai visitantes, ou foi reduzida ou só fica acesa por algumas horas. Muitas lojas mantiveram a decoração para tentar se recuperar de um ano de faturamento bem abaixo do normal.
O gerente de uma loja de brinquedos num dos bairros mais movimentados de Tóquio diz que sentiu falta das crianças correndo para todos os lados e que, comparado aos anos anteriores, foi um mês de dezembro atípico. O jeito foi investir em vendas pela internet.
No Japão, o Natal é uma data essencialmente comercial. Não é feriado, não há tradição de ceia em família ou celebrações religiosas. A maior preocupação das autoridades com relação a movimento e aglomerações está voltada para semana que vem, para o Ano Novo.
Em Tóquio, os trens que circulavam durante a madrugada no réveillon serão suspensos. E vários templos já anunciaram que fecharão as portas. Virar a última noite do ano nesses locais sagrados é uma tradição japonesa.
Uma pesquisa revelou que quase 90% das empresas privadas da capital cancelaram as festas de confraternização entre os funcionários. Pela primeira vez em 30 anos não haverá um discurso público do imperador no primeiro dia do ano novo.
Para tentar manter a maior quantidade possível de gente em casa, o programa de incentivo ao turismo interno, lançado em julho, ficará suspenso entre os dias 28 de dezembro e 11 de janeiro.
Na Coreia do Sul, estações de esqui e atrações de inverno não podem abrir. Na capital, Seul, reuniões estão limitadas a cinco pessoas e o governo pediu que as celebrações sejam feitas online.
Indonésia, Tailândia e Singapura também anunciaram o veto a grandes concentrações de pessoas e cancelamento de eventos, como queima de fogos de artifício.
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