Câmara de Vereadores de Londrina aprova venda de terrenos da Caixa de Assistência dos servidores municipais


Projeto de lei enviado pelo Executivo Municipal causou polêmica porque tanto a Caapsml quanto o sindicato dos servidores municipais não concordaram com a proposta. Câmara de Londrina realizou sessão extraordinária na quarta-feira (16)
Câmara Municipal de Londrina/Divulgação
A Câmara de Vereadores de Londrina, no norte do Paraná, aprovou, em sessão extraordinária realizada na quarta-feira (16), o projeto de lei que autoriza a Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml) a vender terrenos próprios, para que os recursos sejam utilizados no pagamento de aposentadorias e pensões em 2021.
A discussão foi polêmica e a sessão precisou ser interrompida para que representantes da Caapsml, do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) e do Executivo falassem sobre a projeto.
A presidente do Conselho Administrativo da Caapsml e o presidente do Sindserv foram contrários à proposta do executivo. Para as entidades, a venda de terreno vai descapitalizar ainda mais o fundo previdenciário dos servidores.
O município alega que os terrenos, localizados na Rua Pernambuco e na Rua Henrique Dias, que valem aproximadamente R$ 6 milhões, vão cobrir o caixa da entidade e deve acabar com alguns problemas, como o fim das reclamações dos moradores sobre o abandono dos locais.
O Projeto de Lei foi aprovado por 11 vereadores, recebeu sete votos contrários e uma ausência.
Projetos aprovados
Os vereadores também aprovaram um projeto de lei enviado pelo Executivo municipal para destinar até R$ 2.049.000 ao Fundo de Urbanização de Londrina para a limpeza de bocas de lobo.
Também foi aprovado o projeto que autoriza a venda dos mercados municipais Guanabara, Kennedy e São Luiz. Segundo o município, o dinheiro da venda desses imóveis será usado para projetos de habitação da Companhia de Habitação (Cohab).
Quando o texto original foi encaminhado ao Legislativo Municipal o Mercadão Shangri-lá também estava na lista dos imóveis que poderiam ser vendidos ou permutados pela Cohab, no entanto, o Executivo retirou esse imóvel do projeto ao enviar uma nova emenda.
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