Casal de empresários é preso suspeito de aplicar golpes e causar prejuízo de R$ 1,2 milhão em shoppings de Goiânia

Segundo delegado, eles falsificam documentos e vendiam serviços que não eram fornecidos. Suspeitos vão responder por estelionato, associação criminosa e falsificação de duplicata. Casal é preso suspeito de aplicar golpes de mais de R$ 1 milhão, em Goiânia
Um homem de 41 anos e uma mulher de 35 foram presos suspeitos de aplicar golpes que, segundo as investigações, causaram prejuízos de mais de R$ 1,2 milhão as vítimas, entre elas, dois shoppings de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, os dois, empresários renomados do ramo de materiais elétricos, falsificam documentos e vendiam serviços que não eram fornecidos.
O nome dos suspeitos não foram divulgados pela polícia, portanto, o G1 não conseguiu localizar a defesa deles para que se posicione sobre as acusações.
As prisões foram realizadas na casa dos suspeitos, no Setor Jaó, na manhã de terça-feira (15). Segundo o delegado Gil Bathaus, o golpe aplicado pelo casal consistia em descontar a mesma duplicata recebida pela prestação de serviços em diversas factorings, empresas que têm como objetivo fornecer recursos financeiros para viabilizar atividades de pequenas e médias empresas.
“Eles emitiam nota fiscal falsa, de supostos serviços ou materiais elétricos fornecidos a grandes shoppings aqui de Goiânia. Esses documentos eram vendidos para as factorings, mediante um desconto, para que na data do vencimento, as factorings pudessem cobrar o valor integral desses shoppings. Quando isso acontecia, os shoppings recusavam o pagamento porque não reconheciam esses serviços prestados”, explicou.
As investigações apontaram que todos os crimes aconteceram em 2020, e que, antes disso, os suspeitos eram reconhecidos no ramo de materiais elétricos. De acordo com o delegado, as contas bancárias do casal foram bloqueadas pela Justiça e eles devem responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa e falsificação de duplicatas, que são títulos de crédito.
Ainda segundo o delegado, as investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis suspeitos de participação no esquema. Como os nome dos suspeitos não foram divulgados, a reportagem não conseguiu apurar junto ao Poder Judiciário se eles continuam presos até a manhã desta quinta-feira (17).
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