Cerca de 32% da população do RJ recebeu auxílio emergencial durante a pandemia, diz pesquisa da Alerj

Município com maior número de pessoas dependentes do auxílio foi Búzios, com mais de 58% dos habitantes beneficiados. Já na capital, cerca de 30% da população recebeu o benefício. Pesquisa mostra como a população do estado está dependendo do auxílio emergencial
Cerca de 32% da população do estado do RJ recebeu o auxílio emergencial do governo federal durante a pandemia, segundo pesquisa divulgada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
De acordo com o levantamento, o município com maior número de beneficiários do auxílio foi Búzios, com mais de 58% da população contemplada. No ranking das cidades, o Rio ocupou a 73ª posição, com mais de 30% dos habitantes tendo recebido o apoio financeiro.
Na capital, foram mais de 2 milhões de pessoas beneficiadas, totalizando 30,05% da população. Em todo o estado, o número chegou a mais de 5,5 milhões de beneficiários, um índice de 32,19% dos habitantes.
A pesquisa foi realizada a partir da comparação do número de pessoas que receberam o auxílio e o total da população estimada de cada município para 2020.
O diretor da assessoria fiscal da Alerj, Mauro Osório, afirma que a situação do estado do RJ é preocupante, principalmente, a partir de 2015. Segundo ele, o estado perdeu cerca de 750 mil empregos com carteira assinada.
“Cerca de 32% da população depende do auxílio emergencial. Ou seja, não possui outro tipo de renda fixa. É importante que o governo federal crie alguma alternativa de renda para essas pessoas. Dentro do Estado do Rio de Janeiro, as piores situações estão em municípios pequenos e turísticos, onde a informalidade é muito grande, e na nossa periferia metropolitana, onde é precária”, afirmou Mauro Osório.
No caso da Armação de Búzios, município com maior índice de pessoas que precisaram do auxílio, o diretor afirmou que se trata de uma cidade com a economia movida pelo trabalho informal e pelo turismo, setor que teve o movimento bastante reduzido durante a pandemia.
Osório explicou ainda a metodologia da pesquisa divulgada. Segundo ele, os números relacionados ao auxílio emergencial foram coletados a partir dos microdados do portal da transparência do governo federal, e a população estimada de cada município para 2020 foi obtida por meio de informações do IBGE.
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