Chefe de agência reguladora dos EUA diz que vai tomar a vacina autorizada pela FDA contra a Covid-19


Stephen Hahn garantiu que a autorização da FDA foi tomada ‘com base na ciência e nos dados’ e que a aprovação do registro pela entidade não foi resultado de pressões externas; na sexta-feira, Trump acusou a entidade de Um homem recebe a primeira de duas doses da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, no Guy’s Hospital em Londres em foto de 8 de dezembro de 2020
Victoria Jones/Pool/Reuters/Arquivo
O chefe da agência reguladora de medicamentos americana FDA, Stephen Hahn, disse que vai tomar a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, assim que ela for liberada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Ele reforçou que a autorização do imunizante – dada pela sua agência na sexta (11) – foi feita “com base na ciência e nos dados”, em entrevista coletiva neste sábado (12). O anúncio seguiu a recomendação de um órgão consultivo que recomendou a vacina para pessoas maiores de 16 anos.
“O povo americano pode confiar na decisão que foi tomada com base na ciência e nos dados”, disse Hahn. “Nós trabalhamos rapidamente por conta da pandemia, e não por conta de pressões externas.”
Na sexta, uma reportagem do jornal “The Washington Post”, citando fontes da Casa Branca, chegou a sugerir que governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou interferir no ritmo da aprovação desta vacina.
O próprio presidente norte-americano postou em uma rede social uma mensagem direta ao chefe da FDA dizendo que a agência era uma “tartaruga velha, grande e lenta”. Ele disse que a instituição deveria parar de brincar e começar a salvar vidas: “Libere as vacinas AGORA, dr. Hahn”, escreveu Trump.
Apesar da autorização da agência reguladora, antes de começar uma campanha de vacinação, o CDC tem que dar um parecer final. A expectativa é que esta agência federal se pronuncie ainda neste sábado.
Vacina autorizada
Os Estados Unidos se tornaram o 5º país a autorizar o uso deste imunizante. A vacina da Pfizer já foi aprovada pelo Reino Unido, Canadá, Bahrein e México.
A agência regulatória britânica foi a primeira a aprovar o uso da vacina, ainda na semana passada. O Reino Unido iniciou sua campanha de vacinação nesta terça-feira (8).
Ainda não há data prevista para o início da aplicação de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já disse que está preparada para aprovar pedidos de uso emergencial, mas ainda nenhuma farmacêutica se apresentou para esta modalidade.
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‘Milagre médico’
Após o anúncio da FDA, o presidente Donald Trump publicou um vídeo nas redes sociais em que comemorou a liberação da vacina e a chamou de “milagre médico”.
“Hoje, nossa nação conseguiu um milagre médico. Chegamos a uma vacina segura e eficaz em apenas nove meses. É uma das maiores realizações científicas da história. Isso salvará milhões de vidas e logo encerrará a pandemia de uma vez por todas”, afirmou.
Na quinta-feira (10) , uma comissão de especialistas – formada por pesquisadores independentes, médicos e representantes farmacêuticos – se reuniu para avaliar uma recomendação endereçada para a FDA. É a partir dela que a agência poderá decidir se autorizaria ou não a aplicação do imunizante.
A agência já havia apresentado, no início desta semana, um parecer favorável à vacina, confirmando sua segurança e eficácia.
VÍDEO: Entenda como atua a vacina da Pfizer/BioNTech
Países que já aprovaram a vacina
O Reino Unido e Bahrein aprovaram o uso do imunizante na semana passada, mas apenas o Reino Unido começou sua campanha de vacinação. Na terça, teve início da campanha de vacinação para os britânicos – aplicada de forma gratuita pelo serviço público de saúde (NHS, da sigla em inglês).
Uma senhora de 90 anos, Margaret Keenan, foi a primeira a receber a dose.
A Health Canada, agência que regula as vacinas no país, aprovou na quarta-feira (9) a vacina da Pfizer. Após a revisão de dados, os canadenses concluíram que a vacina é segura e eficaz e já pode ser aplicada em todo o país, de forma emergencial, em pessoas maiores de 16 anos.
Horas antes de a FDA anunciar a aprovação da vacina nesta sexta, o órgão regulador mexicano Cofepris liberou o imunizante da Pfizer.
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