Com a pandemia, agências de viagens de Juiz de Fora registram baixa na procura por pacotes para o fim do ano


Com a Covid-19, estabelecimentos relataram queda nos pedidos de orçamentos em comparação ao ano passado. O G1 também conversou com o Procon sobre os direitos dos consumidores; veja. Imagem de arquivo mostra o Réveillon na orla de Maceió
Átila Vieira/Secom Maceió
Com a pandemia da Covid-19, as agências de viagens de Juiz de Fora registram baixa procura por pacotes para o fim do ano em comparação ao ano passado. A informação foi constatada após levantamento feito pelo G1 com três locais do município.
A reportagem também conversou com a Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) sobre os direitos dos consumidores em casos de desistências e remarcação de datas e destinos (veja mais informações abaixo).
Vendas
Na contramão do ano passado, a proprietária da MiriamTurjf – Agência de Viagens, Miriam Zanovello, contou ao G1 que a procura está baixa e os preços de hotéis estão altos. Segundo ela, o estabelecimento reduziu o horário de trabalho por causa da situação atual.
“Em outubro e novembro deu uma melhorada, mas no fim do último mês, caiu. Tem a procura do fim do ano de um modo geral. As pessoas estão olhando por resorts, mas está muito caro e elas acabam não comprando”, afirmou Miriam.
Consumidores de Juiz de Fora procuram por locais mais tranquilos; na imagem, está uma das cachoeiras de Ibitipoca
Instituto Estadual de Florestas/Divulgação
A empresária relata ainda a insegurança em vender os pacotes. “Estão tendo muitos cancelamentos de voos e as companhias estão uma bagunça. O cenário está muito ruim”. Os consumidores estão apostando em lugares regionais, segundo Miriam. “Clientes querem viajar de carro, para hotéis fazenda, cidades com cachoeiras”, analisou.
Já segundo a sócia gerente da Flytour, Cláudia Wischansky, o movimento estava aquecido até a última semana, mas com as discussões sobre o retorno de Juiz de Fora para a Onda Vermelha, reduziu o ritmo.
Quem procurou não está cancelando, de repente, começa a voltar na semana que vem. Os destinos mais escolhidos são locais mais tranquilos, como o Nordeste. Os hotéis estão mais rigorosos por causa da pandemia”
Turistas nas piscinas naturais de Maragogi; destino é procurado por juiz-foranos
Celso Tavares/G1
Com a pandemia, as vendas estão mais baixas do que no ano passado, conforme Cláudia. “Já os preços, estão com mais custo benefício. Ainda temos promoções e teve gente que comprou por 40% a menos que em 2019”, analisou.
Já a agente de viagens da Intermezzo Turismo, Patrícia Bartels, contou que as vendas estão pequenas. “As pessoas estão ainda com muito receio de viajar. O movimento caiu demais, cerca de 90%”, analisou.
Segundo Patrícia, a pouca procura está sendo para destinos do Brasil, principalmente o Nordeste. Em relação aos preços, a agente disse que “nos pacotes nacionais estão relativamente um pouco mais em conta. Para viagens internacional, houve uma flexibilizada maior”.
Procon
Em entrevista ao G1, o gerente de Atendimento do Procon/JF, Oscar Furtado, explicou que o consumidor tem direito de cancelar a viagem, mas que deve estar atento ao contrato que firmou com a agência. “Em casos que envolvem transporte via companhia aérea ou terrestre, deve-se tentar negociar a utilização em outro período, ou mesmo o ressarcimento”, explicou.
Sobre a remarcação de viagens, Furtado ponderou que deve ser tratado diretamente com o fornecedor do serviço contratado e que a questão das datas vai depender da disponibilidade.
“Tentar remarcar uma viagem comprada para baixa temporada e tentar remarcar para data de alta temporada, por exemplo, poderá gerar problemas. Adicionais também poderão ser cobrados por parte das empresas, já que alguns insumos, como combustível, por exemplo, podem ter sofrido alterações no valor. Portanto, depende de alguns detalhes para que essas questões sejam resolvidas da melhor forma para ambas as partes”, disse.
O profissional também orientou os consumidores para possíveis compras de pacotes; veja abaixo:
Em período de pandemia, a orientação é que os consumidores evitem viagens a lazer;
É necessário seguir os protocolos de distanciamento social;
Caso não dê pra adiar ou evitar a viagem, deve-se prestar muita atenção ao serviço contratado, em especial aos termos de troca de período e cancelamento do objeto.
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