Compras de fim ano atraem multidão, e Centro de Fortaleza tem aglomerações


Operações para conter aglomeração no Ceará foram reforçadas no fim de semana. Ruas do Centro de Fortaleza têm aglomeração e pessoas sem máscaras, contrariando decreto estadual
José Leomar/SVM
O primeiro dia da operação Fim de Ano Seguro, que reforça a fiscalização dos protocolos de segurança para conter a pandemia de Covid-19 em Fortaleza, constatou aglomerações e irregularidades no Centro da capital cearense. As compras de fim de ano atraíram uma multidão ao comércio popular, e muitas pessoas não usaram máscara.
Na Feira da José Avelino, tradicional ponto de venda, há intensa circulação de pessoas em corredores estreitos. O G1 flagrou várias delas sem o uso de máscara ou com a peça sob o queixo.
A ambulante Liduína da Silva diz que cumpre o papel dela, mas reclama que nem todos os clientes fazem o mesmo. “A movimentação tá boa, mas melhor é de madrugada. A gente fica com medo porque tem muita gente que não usa. Eu até peço pra colocarem, mas o pessoal é teimoso”, lamenta.
Vinda do Maranhão para comprar confecções, a comerciante Maria das Graças Lima reconhece que o cenário no local é “perigoso” para a contaminação. “Quase não saio do Buraco da Gia porque tem muita gente. Mas a gente precisa trabalhar, é um risco que a gente corre. Aqui estamos coladas umas nas outras”, afirma.
Fiscais presentes
Compras de fim de ano atraem multidão ao centro comercial de Fortaleza
José Leomar/SVM
Equipes da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) e da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) estão no local. Servidores da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) também realizam abordagens esclarecendo sobre as formas de prevenção.
“Essa ação é muito importante considerando o aumento recente de festividades, aglomerações e do número de denúncias de eventos onde as pessoas estão aglomeradas e sem máscara, como em shoppings, restaurantes e praças. Esses eventos são caracterizados muitas vezes como super disseminadores da Covid-19”, lembra a técnica da Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde, Jane Cris Cunha.
Em Fortaleza, devem ser verificados eventos a partir do histórico e georreferenciamento de locais onde existem mais registros de aglomerações. As abordagens observarão o uso de máscara, o distanciamento entre as pessoas, o excesso de capacidade e o cumprimento do horário permitido de funcionamento.
8 mil ações de fiscalização
Operação iniciada neste sábado em Fortaleza reforça fiscalização para cumprir as normas de segurança sanitária
José Leomar/SVM
A Vigilância Sanitária do Ceará já realizou 8.833 fiscalizações desde o início da pandemia. Ao todo, 118 estabelecimentos receberam autuações, entre advertências, multas e interdições. A secretária de Vigilância e Regulação da Sesa, Magda Almeida, reforça que o Estado enfrenta atualmente um “aumento persistente de casos” e um recente aumento de óbitos.
“À medida que acomete a população mais jovem, começa a ter reflexo na mortalidade entre mais idosos. O aumento de óbitos é mais preocupante em Fortaleza, onde há maior densidade populacional. Nesse momento, é importante manter o distanciamento, usar máscara e proteger as pessoas mais vulneráveis”, explica.
Para Almeida, é preciso ter mais paciência até que a vacina esteja disponível para a população. O Governo do Ceará já anunciou que está fazendo articulações para trazer o imunizante ao Estado e já estabeleceu planos de ação para o início da aplicação.
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