Contas básicas voltam a ser um dos principais motivos de endividamento durante a pandemia, diz pesquisa


Levantamento do Serasa com a Blend New Research mostra que itens só ficaram atrás de desemprego e descontrole financeiro dentre as causas para entrar em dívida em 2020. Dívidas: 73% dos entrevistados declaram que a pandemia impactou a vida financeira e contas básicas entraram no ranking.
Helene Santos/ SVM
O endividamento do brasileiro ao pagar contas básicas e itens de alimentação cresceu em 2020, em virtude da pandemia do novo coronavírus. É o que mostra uma pesquisa da Serasa com a Blend New Research divulgada nesta segunda-feira (14).
O desemprego continua sendo a principal causa de endividamento, apontada por 40% dos entrevistados. Em seguida, o descontrole de gastos mantém o segundo lugar na lista, com 14% das respostas. Alimentação e gastos de rotina, de volta ao ranking em tempos de pandemia, ocupam o terceiro lugar, com 11%.
O levantamento foi realizado com 3.994 pessoas, entre 2 e 29 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Em 2018, os gastos com alimentação também estiveram entre os cinco principais motivos de formação de dívida, com 5% da respostas. Além do desemprego (49%), estavam na frente o descontrole financeiro (20%), gastos com saúde (6%) e atraso de salários (6%).
Na sondagem deste ano, a pandemia pesou bastante no endividamento, como o G1 mostrou que aconteceria no início do surto. Na pesquisa, 73% dos entrevistados declaram que a pandemia impactou a vida financeira. Quatro a cada 10, tinham dificuldades de pagar as contas mesmo antes da crise.
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Tipo de dívida
A Serasa também pergunta aos entrevistados com que se endividaram. O cartão de crédito é o campeão isolado, com 58% das respostas. Em seguida, vêm as compras em loja (30%), empréstimos (19%) e cheque especial (18%). Todas são modalidades de crédito de fácil acesso, com juros altos.
Os itens básicos aparecem na lista logo na sequência. Conta de telefone (17%), de luz (16%), de celular (12%), de água (10%) e aluguel (9%) são os destaques.
Na data da pesquisa, em outubro, 70% continuavam endividados. Dentro do grupo dos que quitaram os débitos, tiveram mais sucesso os que renegociaram os valores com o credor (24%). O aumento de renda foi a alternativa para 13%. Outros 10% queimaram economias.
Ainda dentre os que pagaram os compromissos, 19% fez algum tipo de empréstimo. Pedidos aos familiares foram os preferidos (8%). Aos amigos foram 6%. Ao banco, 5%.
Serasa Limpa Nome
A Serasa abrirá mais um feirão de renegociação no dia 21 de dezembro. Os pedidos podem ser feitos pelo app do Serasa para iPhone e Android, disponível nas lojas de aplicativos, ou pelo site www.feiraolimpanome.com.br.
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