Coronavírus: Minas tem recorde de novos infectados registrados em 24 horas, mais de 6 mil


Recorde pode ser atribuído a piora nos cuidados com o uso de máscara e distanciamento social. Até o momento, 459.537 pessoas já foram tiveram Covid-19 no estado; 10.565 morreram. Até esta sexta-feira (11), Minas Gerais já teve 459.537 casos confirmados de coronavírus, dos quais 10.565 acabaram em morte. Nas últimas 24 horas, houve recorde de registros de pacientes infectados no estado: foram 6.173 a mais, sendo 66 óbitos.
Até então, o maior número de casos em 24 horas no estado tinha sido registrado em 26 de junho (6.122 casos), e na época isso tinha sido atribuído a uma mudança na metodologia de coleta de dados. Registros que estavam represados nas prefeituras foram incluídos, de uma vez só, no boletim do governo estadual.
Já o recorde desta vez pode ser atribuído à “diminuição da atenção aos protocolos de segurança, ou seja, redução do uso de máscaras, afrouxamento no distanciamento social mínimo e não higienização constante das mãos”, destacou a Secretaria de Estado de Saúde (SES), que ainda disse ter recebido “relatos de aglomerações decorrentes das campanhas eleitorais”.
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A pasta também atribui o recorde a ampliação de testagem, a partir de outubro. “Em setembro eram realizados 1.125 testes por dia e, atualmente esse número é de 3.206 testes por dia, o que aumenta proporcionalmente a positividade”.
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Ao todo, 417.232 mineiros já tiveram que ficar em isolamento domiciliar, à espera da recuperação de infecção por Covid-19, desde o início da pandemia. Outros 42.305 tiveram o quadro mais grave da doença e precisaram de internação hospitalar, na rede pública ou privada.
Dentre os pacientes infectados pela Covid-19, 32.789 seguem em acompanhamento, internados ou em isolamento domiciliar. E 416.183 mineiros são considerados “recuperados” da doença, ou seja, são pessoas que receberam alta hospitalar e/ou cumpriram isolamento domiciliar de dez dias e estão há 72 horas assintomáticos e sem intercorrências.
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Perfil dos pacientes
A maioria dos pacientes que morreram com a Covid-19 em Minas Gerais era de homens: 57% do total. E idosos: 80% têm mais de 60 anos. Dos óbitos, 41% são de cor branca e 44% de cor parda. Além disso, 74% dos óbitos ocorreram em pacientes que já tinham fatores de risco, principalmente cardiopatia, diabetes e pneumopatia.
Outros fatores de risco registrados foram doença renal, transtornos mentais, doença neurológica, tabagismo, neoplasia, hipotireoidismo e doença genitourinária.
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Rostos e histórias por trás dos números: algumas vítimas do novo coronavírus em Minas Gerais.
Arquivo pessoal
Preocupação em Belo Horizonte
Em Belo Horizonte, segundo o mais recente boletim epidemiológico municipal, desta quinta-feira (10), já houve 56.948 infectados desde o início da pandemia, sendo 1.723 mortos. É a cidade mineira com mais pacientes infectados e mais óbitos.
O Rt, taxa de transmissão por infectado, está em nível de alerta amarelo, com 1,04 – o que significa que 100 pessoas doentes podem infectar outras 104. O alerta vai para vermelho acima de 1,20. Até o momento, o pior Rt registrado na capital mineira foi no dia 29 de maio: 1,24.
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A ocupação de leitos de UTI por pacientes com Covid também está em alerta amarelo. A taxa está acima de 50%, em 56,9%. O outro indicador considerado pela prefeitura para decidir manter fechados ou abertos os estabelecimentos na cidade está verde: é a taxa de ocupação de leitos de enfermaria para pacientes com Covid-19 (49,6%).
O boletim passou a divulgar a taxa de incidência de Covid-19 no município, que está em 99,4 por 100 mil habitantes. Para as aulas voltarem, a taxa tem que estar em 20 por 100 mil.
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Por causa do aumento dos indicadores, a prefeitura decidiu proibir venda de bebidas alcoólicas na capital desde segunda-feira (7).
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