Corpo de tocantinense assassinada no Suriname é velado no norte do Tocantins


Corpo de Romenia Brito, de 28 anos, chegou ao Brasil 18 dias após o assassinato. Velório e enterro são realizados em Buriti do Tocantins, região do Bico do Papagaio. Corpo de Romenia Brito é velado em Buriti do Tocantins
Arquivo Pessoal
Está sendo velado em Buriti do Tocantins, norte do estado, o corpo da tocantinense Romenia Brito, de 28 anos. Ela foi morta a facadas, no dia 23 de novembro, em uma vila que fica às margens do rio Lawa, na fronteira da Guiana Francesa com Suriname. A família precisou fazer uma vaquinha na internet para realizar o translado do corpo ao Brasil.
O principal suspeito do feminicídio é Aimar Lopes de Souza, marido da vítima, que está preso.
O velório é realizado na casa dos pais da vítima, desde a madrugada. A previsão da família era de que o enterro acontecesse às 17h deste sábado, mas foi adiantado e deve ser realizado até o meio-dia, no cemitério Campo da Saudade.
O corpo chegou ao Brasil 18 dias após a morte. Isso porque o pai de Romenia precisou ir até a vila onde o crime aconteceu para autorizar a liberação do corpo, que estava no Instituto Médico Legal (IML).
A família precisou pegar dinheiro emprestado para conseguir a passagem de ida, que custou mais de R$ 9 mil de Belém (PA) até Paramaribo, capital do Suriname. Sem condições, eles lançaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro e fazer o translado do corpo.
O corpo da tocantinense chegou a Belém (PA) por volta de 15h30 desta sexta-feira (11) e depois seguiu para o Tocantins em um carro funerário. Uma pessoa da família foi à cidade buscar o pai e os dois filhos da vítima, de 10 e cinco anos, que também fazem o trajeto. O avô conseguiu uma autorização para trazê-los e o processo que vai definir com quem ficará a guarda das crianças vai ser definido pela Justiça brasileira.
Marido é suspeito de matar Romenia a facadas
Reprodução/TV Anhanguera
O crime
Romenia Brito foi morta na vila em que morava, no Suriname. Segundo autoridades locais, o principal suspeito é Aimar Lopes de Souza, marido da vítima. A irmã da mulher, Holanda Brito Reis, de 26 anos, contou ao G1 que ficou sabendo do crime ao tentar fazer contato com a vítima por um aplicativo de celular.
“Aqui na cidade está tendo um festejo e nós tiramos uma foto com o padre que batizou a gente quando éramos criança. Eu mandei a foto por volta das 6h40 e vi que ela ficou online horas antes, 4h26, e até estranhei porque costumava acordar mais tarde. Logo depois uma mulher me ligou do número dela [da irmã] e disse que minha irmã tinha morrido”, contou.
O assassinato aconteceu durante a madrugada e teria sido presenciado pelo filho mais velho de Romenia Brito, que tem 10 anos.
A suspeita da família é que o crime tenha sido motivado por ciúmes. Romenia tinha informado para a mãe que estava infeliz no casamento e que pretendia voltar ao Brasil. Ela tinha comprado uma passagem só de vinda ao país e chegou a avisar a mãe sobre a decisão horas antes de ser morta.
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