COVID-19: saiba por que alguns adoecem e até morrem e outros nada sentem

Por que algumas pessoas são mais afetadas pelo coronavírus do que outras? Alguns apresentam sintomas, adoecem e podem até morrer, enquanto para outras muitas vezes nem sabem que contraíram o vírus? Estudo inédito da revista Nature responde a essas e outras perguntas.

Estudo pode sugerir terapias alternativas eficientes no combate à Covid-19 – Foto: Pixabay

Leia mais: Mais 31 mortes por Covid em Santa Catarina

O trabalho envolveu mais de 2.200 pacientes em terapia intensiva, identificando genes específicos, onde estariam as respostas. Pois são os genes que fazem a diferença entre uma pessoa em estado grave ou assintomática com a Covid-19.

O estudo está disponível em PDF neste endereço, porém em inglês. É possível, com os resultados, desenvolver novos tratamentos, pois com o estudo pode ser possível entender onde o sistema imunológico falha. Entretanto, de acordo com Kenneth Baillie, que liderou o projeto denominado Genomicc, os tratamentos continuarão a ser necessários mesmo com as vacinas sendo desenvolvidas.

Kenneth Baillie: “Há uma necessidade urgente de encontrar novos tratamentos” – Foto: Reprodução

“Os números de casos devem diminuir muito, mas a doença ainda vai exigir tratamento e cuidados intensivos por vários anos, em todo o mundo. Assim, há uma necessidade urgente de encontrar novos tratamentos”, explicou.

DNA

Conforme matéria publicada na BBC, os cientistas analisaram o DNA de pacientes em mais de 200 unidades de terapia intensiva em hospitais do Reino Unido. Os genes abriga instruções sobre os processos biológicos do corpo humano, incluindo como combater um vírus. Os genomas dos doentes foram então comparados com o DNA de pessoas saudáveis. O objetivo era identificar diferenças. Algumas foram encontradas – a primeira delas em um gene chamado TYK2.

“Esse TYK2 é parte do sistema que torna as células imunológicas mais irritadas e mais inflamatórias”, explicou o Baillie à BBC. “Se o gene estiver imperfeito, essa resposta imune pode entrar em exaustão, colocando os pacientes em risco de séria inflamação pulmonar”.

Embora os genomas guardem ainda muitos mistérios, o estudo é considerado um avanço, de acordo com Vanessa Sancho-Shimizu,  geneticista do Imperial College de Londres.

“É um exemplo de medicina de precisão, no qual podemos realmente identificar o momento em que as coisas deram errado para aquele indivíduo”, disse ela à BBC News.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.