Das quadras joinvilenses para o Rubro Negro

Desde os oito anos a quadra de vôlei eram a segunda casa de Heloise Soares, mas antes mesmo que ela colocasse a joelheira para as primeiras manchetes e toques na bola, a influência familiar a fez se apaixonar pelo esporte. Hoje, aos 16 anos, a levantadora joinvilense deixou as quadras da maior cidade de Santa Catarina para jogar com a camisa do Flamengo.

Aos 16 anos, Heloise Soares assina com o Flamengo e projeta carreira no voleibol – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Filha de Kelvin Soares, figura conhecida no esporte joinvilense, e Eliana Cristina Fernandes Gazola, ex-jogadora de vôlei, Heloise não teve dificuldades para escolher as quadras como paixão e profissão.

Os treinos começaram aos oito anos e as competições se tornaram rotina em 2016, sempre com a camisa de Joinville, agora trocada pela rubro negra. “Eu queria sair, ter uma oportunidade maior, em um palco maior, com competições maiores. Eu estava procurando uma oportunidade dessa”, fala.

De uma visita para conhecer o clube até a contratação duas semanas se passaram. Quando decidiu que era o momento para dar um passo a mais na carreira, Heloise contrato um agente e um vídeo de atuações da levantadora chamou a atenção do clube carioca que a convidou para conhecer as instalações. “E vi o clube, o apartamento, o bairro e adorei, me apaixonei. A proposta deles é incrível e eu não poderia perder essa chance”, comemora.

Dividindo o apartamento com outras quatro jogadoras, Heloise já entrou no ritmo de treinos com objetivos grandes. Em 2021 a equipe deve disputar a Superliga B e a expectativa para disputar um campeonato nacional é grande. Enquanto a competição não inicia, os treinos estão em ritmo intenso.

Ela conta que a equipe foi montada ainda em setembro e, por isso, não teve tempo para adaptações. Heloise chegou treinando. “Eu cheguei bem atrasada, então cheguei e no outro dia estava treinando”, diz. A levantadora trabalha com as equipes Sub-18 e Sub-20 e a principal diferença é a estrutura. “Os treinos físicos não mudam porque nós fazíamos um bom trabalho também, mas aqui tem mais investimento e estrutura. Eles veem muito o futuro dentro do clube, o profissional no vôlei, preocupação e suporte”, explica.

Inspiração dentro de casa

Atleta “desde sempre”, Heloise sabe que a carreira de jogadora é curta e tem um “plano B”. “é isso que eu quero para minha vida. Pretendo ter um plano B, claro, me formar para conseguir trabalhar depois, mas o foco é a carreira de atleta”, garante.


Com a maior influência dentro de casa, quando precisa dizer seu maior espelho a resposta vem rápida e sem dúvidas: a mãe. “Ela foi uma grande jogadora desde os nove anos e me incentivou muito no vôlei. Os dois [pais] conhecem muito, saíram de casa jovens e, apesar de apertar o coração, estavam pensando lá na frente, no futuro e me apoiando. Além de ter o exemplo deles, ter essa sabedoria perto de mim é incrível. Se eu precisar de alguma coisa sei que tenho o conselho ali”, ressalta.

Com nomes como Bruninho, Macris e Dani Lins como alguns espelhos, Heloise tem grandes sonhos e trabalha para conquistá-los. “Eu amaria muito ser campeã olímpica, é meu sonho. Ser campeã de Superliga e jogar com a Macris, que eu tenho chance de conseguir jogar, seria incrível. Meu pai sempre falou que sou muito calma. Eu acho que essa experiência toda traz isso, aprendemos a lidar, a passar por muitas coisas e melhorar. Essa evolução que os campeonatos trazem, quando chega em um momento decisivo da vida, essa experiência ajuda demais”, finaliza.

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