Defesa Civil de Paulista busca identificar causas de desabamento parcial de prédio


Secretário afirmou que atual gestão não tem tempo hábil para demolir edifício. Moradores aguardam solução para poder tirar pertences. Defesa Civil explica como fica situação de moradores de prédio que desabou em Paulista
A Defesa Civil de Paulista, no Grande Recife, retornou nesta segunda-feira (14) ao edifício, que teve um desabamento de parte da estrutura no sábado (12) (veja vídeo acima). Segundo o secretário de Segurança Cidadã e Defesa Civil de Paulista, Manoel Alencar, um laudo com as possíveis causas do incidente está sendo elaborado.
“É um prédio de mais de 30 anos. Os engenheiros da Defesa Civil já estão trabalhando para apontar as possíveis causas”, explicou Alencar. As famílias que ocupavam os quatro apartamentos do imóvel, localizado na Rua José Olímpio da Rocha, no bairro do Janga, foram retiradas do edifício na sexta (11).
O secretário apontou que um prédio que fica por trás, onde moram sete famílias, precisou ser desocupado devido ao risco de mais desmoronamentos. “Os moradores do prédio de trás só podem voltar quando demolir”, declarou Alencar.
Defesa Civil realiza visita ao prédio que sofreu desabamento no bairro do Janga, em Paulista, no Grande Recife
Anchieta Américo/TV Globo
A demolição, por se tratar de um imóvel particular, deveria ser feita pelos proprietários do edifício. No entanto, explicou o secretário, eles não têm condições financeiras para tal e caberia à prefeitura fazê-lo – se não fosse o final da atual gestão.
“Não temos tempo hábil para fazer processo licitatório, para convocar emergencialmente [alguém para fazer a demolição. A prefeitura não tem um técnico, uma pessoa responsável que possa ter a condição de mandar demolir o prédio”, afirmou.
Alencar afirmou que deve se reunir com a comissão de transição na terça-feira (15) para ver se, juntos, conseguem viabilizar o quanto antes uma solução. “Nós vamos tentar reunir com a comissão de transição da nova gestão, mostrar a gravidade da situação do prédio e ver a melhor forma de demolir esse prédio já que os moradores não tem condição de demolir”, declarou.
Drama das famílias
Elisabete Veras morava em um dos apartamento do edifício que teve um desabamento parcial
Reprodução/TV Globo
A servidora pública Elisabete Veras contou que ouviu um estrondo na madrugada da sexta-feira (11). Antes disso, nunca percebera nenhum problema estrutural no prédio. Ela morava em um dos apartamentos e os pais, em outro.
“Eles [Defesa Civil] deixaram a gente tirar algumas roupas e disseram que precisávamos esperar para ver como o prédio ia se adaptar, porque [o problema] era na fundação e não era uma coisa aparente, era algo que estava oculto e precisávamos ver como o prédio ia se adaptar ao solo”, relatou uma das moradoras, Elisabete Veras.
Ainda segundo Elisabete, os moradores não foram autorizados a regressar ao edifício pelo risco de novos desabamentos. “A gente foi para a casa da minha irmã e a outra moradora foi para a casa do filho. A gente mal tem roupa, a situação é essa. As vidas estão preservadas, meus filhos estão comigo, mas a situação é muito complicada”, relatou.
Parte de prédio tipo caixão desaba no Janga, em Paulista
Por volta das 14h do sábado (12), a parte frontal do edifício desabou, mas não havia mais nenhum morador no local e ninguém ficou ferido (veja vídeo acima). O incidente também derrubou o telhado de metal da garagem que ficava em frente ao edifício.
As famílias do edifício que desabou relataram que não receberam nenhuma ajuda financeira. Segundo o secretário de Segurança Cidadã e Defesa Civil, caso o imóvel tivesse seguro, caberia à seguradora esse auxílio.
Sobre a retirada dos pertences do prédio, Alencar explicou que é necessária a contratação de um técnico que autorize a retirada dos pertences. Já o edifício de trás pode ser desocupado com ajuda da Defesa Civil, ainda segundo o secretário.
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