Dólar fecha em queda nesta quinta-feira, abaixo de R$ 5,10


Moeda norte-americana recuou 0,49%, cotada a R$ 5,0778. Notas de dólar
REUTERS/Dado Ruvic
O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (17), após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), sem surpresas, ter decidido manter os juros perto de zero, e com esperança de mais estímulos nos EUA e avanços na vacinação contra a Covid-19.
A moeda norte-americana recuou 0,49%, cotada a R$ 5,0778. Veja mais cotações.
Na quarta-feira, o dólar subiu 0,30%, a R$ 5,1030. Na parcial do mês, acumula queda de 5,03%. No ano, ainda registra alta de 26,63%.
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No exterior, esperança de mais estímulos nos Estados Unidos e possíveis lançamentos de vacinas contra a Covid-19 na Europa reforçavam as apostas em uma recuperação econômica global.
Nos EUA, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) manteve inalteradas nesta quarta-feira (16) as taxas de juros de referência entre 0% e 0,25%, e melhorou suas previsões de crescimento para os Estados Unidos em 2020, 2021 e 2022.
O Fed prometeu seguir injetando recursos nos mercados financeiros de forma contínua para lutar contra a recessão, mesmo com as perspectivas das autoridades de política monetária para o próximo ano melhorando após a distribuição inicial de uma vacina contra o coronavírus.
As fortes injeções de recursos pelo Fed têm ajudado a baixar o dólar no mundo e no Brasil.
Por aqui, o Banco Central (BC) revisou nesta quinta sua estimativa para o tombo da economia brasileira em 2020 e passou a prever uma retração de 4,4% no Produto Interno Bruto (PIB), ante estimativa anterior de queda de 5%. Já para 2021, a instituição baixou sua expectativa de crescimento da economia brasileira de 3,9% para 3,8%.
Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou na segunda prévia de dezembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas, e a taxa em 12 meses passou de 24,25% para 23,41%.
Continuava no radar também dos investidores a questão fiscal, que há meses têm sido apontada como um fator decisivo na disparada do dólar frente ao real no ano de 2020, assim como a taxa básica de juros em mínimas históricas.
A Câmara dos Deputados e o Senado concluíram na quarta-feira a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021, dando o primeiro passo para a definição do Orçamento do próximo ano. Na proposta, o relator apoia a adoção da meta fiscal fixa definida pela equipe econômica para o próximo ano, de déficit primário de R$ 247,118 bilhões para o governo central em 2021.
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