Em 15 anos, número de mortes no DF e Entorno cresce 50%


Levantamento da Codeplan traz dados referentes ao período entre 2000 e 2015. No mesmo período, população subiu 35%; maioria dos óbitos ocorreu por causas evitáveis. Ambulâncias do Samu-DF
Pedro Ventura/Agência Brasília
O número de mortes registradas no Distrito Federal e no Entorno aumentou 50% em 15 anos. No mesmo período, a população da área cresceu 35%. É o que aponta um levantamento feito pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e divulgado na última sexta-feira (11).
O estudo analisa dados referentes ao intervalo entre 2000 e 2015, da capital e de outros 33 municípios que fazem parte da Região Integrada de Desenvolvimento do DF (Ride-DF), nos estados de Goiás e Minas Gerais.
Mortes em casa crescem 37,8% no DF em 2020
Segurança pública: homicídios caem, mas latrocínios aumentam no DF em 2020
Segundo a pesquisa, em 2000, foram registrados 12.634 óbitos na área. Em 2015, esse número chegava a 18.999. Ainda de acordo com o levantamento, a maior parte das mortes ocorreu por causas evitáveis, como agressões, acidentes, lesões, quedas, homicídios e afogamentos (veja mais abaixo).
Mortes registradas no DF e Entorno entre 2000 e 2015
Codeplan/Reprodução
Mortalidade
No mesmo período, a taxa de mortalidade na região também cresceu: de 3,9 óbitos a cada mil habitantes, em 2000, para 4,4, em 2015. A pesquisa afirma que o aumento “presumivelmente está associado ao aumento da proporção da população idosa na população da Ride-DF”.
Segundo o estudo, as mortes de pessoas acima de 70 anos representavam 28% do total em 2000. Quinze anos depois, esse índice havia passado para 40%. Já as mortes de jovens até 20 anos tiveram queda, puxada principalmente pela redução de óbitos de crianças abaixo de cinco anos. Em 2000, elas eram 10% do total e, em 2015, 5%.
As taxa geral de mortalidade infantil também caiu 30% na região, segundo o levantamento. A pesquisa aponta que, há 20 anos, 15,4 a cada mil nascidos vivos não completavam o primeiro ano de vida. Em 2015, foram 11,3 a cada mil nascidos.
“Esse sucesso, possivelmente, deve-se à ampliação das coberturas de atenção básica, principalmente, por meio de estratégias de saúde da família e das parcerias dos estados com as prefeituras, que foram determinantes para tal resultado vivos”, dizem os pesquisadores.
Causas de mortes
Carro de polícia em frente a casa no DF
Bruna Roma/TV Globo
O levantamento da Codeplan indica que, no período, 89% das mortes ocorreram por causa evitáveis. Ou seja, poderiam ter sido total ou parcialmente evitadas pela adoção de políticas públicas de saúde e prevenção.
Desse total, a maior parte foi causada por agressões, acidentes, lesões, acidentes de transportes, quedas, homicídios, afogamentos e envenenamentos. O índice de óbitos por esses motivos passou de 26,6%, em 2000, para 34,7%, em 2015.
Em seguida, aparecem as doenças circulatórias, que tiveram redução no período: de 26,4% para 20,7%. No sentido contrário, as mortes causadas por tumores aumentaram, de 16,6% para 19,7% (veja no quadro abaixo).
Principais causas de óbitos no DF e Entorno entre 2000 e 2015
Codeplan/Reprodução
Monitor da Violência: veja todos os vídeos
Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.