Em Macapá, PSB e Rede apoiam candidato ‘cercado de forças retrógradas’

O PSB e a Rede, que compõem a Frente Macapá Solidária, divulgaram uma nota conjunta sobre o posicionamento político para o segundo turno na eleição em Macapá (AP). Disputam o segundo turno na cidade neste próximo domingo os candidatos Josiel Alcolumbre, do Democratas, que ficou com 29,47% dos votos no primeiro turno, e Dr. Furlan, do Cidadania, com 16,03% dos votos.

O candidato João Capiberibe, o ‘Capi’, do PSB, não teve muito sucesso no primeiro turno. Ele teve 30 mil votos, 14,94% do total, e ficou fora do segundo turno. Na nota divulgada ontem, a Frente Macapá Solidária agradece pelos votos no PSB e faz duras críticas aos dois candidatos vencedores.

De um lado, diz a nota, estão os “responsáveis diretos por todas as mazelas vividas pelo povo”, referência ao candidato do Democratas, e do outro lado um empresário da saúde privada “que já foi líder do atual governo na Assembleia e é apoiado por grupos empresariais poderosos”, referência ao Dr. Furlan.

O curioso é que a Frente Macapá Solidária escolheu um lado para apoiar no próximo domingo, mesmo criticando duramente os dois candidatos.

“Neste segundo turno não temos nenhuma afinidade com ambas as candidaturas, já que os dois estão cercados de representantes de forças retrógradas do Amapá”, diz a nota, para em seguida apresentar apoio: “No segundo turno ‘voto se converte em veto’ e, assim, em nome da alternância de poder, inerente à democracia: pela presença de Waldez no palanque de Josiel e para impedir a perpetuação da panelinha da corrupção, indicamos voto em Furlan 23”.

Além do apoio da oposição às forças retrógradas, há outras curiosidades na eleição em Macapá. Josiel e Dr. Furlan não estão gastando o dinheiro que arrecadaram em doações, conforme balanço apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral.

Técnico em contabilidade, Josiel recebeu em doações 1,380 milhão de reais, mas até agora só contratou despesas no valor de 680 mil reais. O candidato Dr. Furlan foi ainda mais econômico. O médico recebeu 556 mil reais, mas só comprometeu gastos no valor de 34 mil reais.

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