Empresários, políticos e autoridades enaltecem legado de Joseph Safra

Empresários e políticos lamentaram a morte do banqueiro Joseph Safra, aos 82 anos, de causas naturais. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que recebeu com pesar a notícia do falecimento e lembrou que o banqueiro dedicou a vida à construção de uma instituição financeira sólida. Para o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney, Safra é uma figura emblemática do setor e deixa um legado que ficará marcado na história. “Um dos principais nomes da história do setor bancário brasileiro. Pessoa com visão estratégica privilegiada e com enorme capacidade de empreender. Ele faz parte de uma geração de primeiríssima linha de banqueiros que forjaram a atual estrutura de finanças do país, uma estrutura mais morderna, mais tecnológica e voltada para o desenvolvimento da economia brasileira. Esse é o grande legado de Joseph Safra.”

O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, disse que Safra ajudou a financiar etapas importantes do desenvolvimento econômico brasileiro. “Senhor Joseph Safra foi uma figura marcante no mercado financeiro brasileiro por aliar o empreendedorismo ele construtir um dos maiores grupos financeiro do país com a responsabilidade social. Era um grande filatropo, apoiando inúmeras causas religiosas, culturais e sociais. É um ser humano especial que fará muita falta e deixa um legado de valores”, diz. O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, lamentou a perda do amigo e ressaltou que Safra era “generoso no apoio a muitas iniciativas e será lembrado sempre”. Em nota de pesar, o presidente da Confederação Israelita do Brasil, Claudio Lottenberg, afirmou que “Safra contribuiu de forma única e fundamental para as atividades e organizações da comunidade judaica brasileira e mundial” e que “seu exemplo seguirá vivo como fonte de inspiração”. Dono do Banco Safra, o banqueiro nasceu no Líbano, e imigrou nos anos 60 para dar continuidade aos negócios da família no Brasil. Entre amigos e funcionários do banco, Safra era conhecido apenas por “Seu José”. Com uma fortuna estimada em R$ 119 bilhões, o empresário era considerado o homem mais rico do Brasil. O Grupo Safra inclui bancos e imóveis como o icônico edifício Gherkin, em Londres. Joseph Safra foi sepultado nesta quinta-feira, em São Paulo. Ele deixa a esposa, Vicky Sarfaty, quatro filhos e 14 netos.

*Com informações da repórter Letícia Santini

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