Europa volta a reforçar restrições para evitar o aumento de casos de Covid

O governo britânico colocou Londres na pior das três classificações de risco. A Alemanha terá novo bloqueio nacional de quase um mês, a partir de quarta-feira (16). E a Itália vai estender o toque de recolher e proibir deslocamentos não essenciais. Aumento de casos de covid faz Europa voltar a adotar restrições
Com o aumento dos casos de Covid e a chegada do Natal e do Ano Novo, a Europa voltou a adotar uma série de restrições.
O Reino Unido prendeu a respiração por alguns segundos: o ministro da Saúde avisou que uma mutação do novo coronavírus se espalha na Inglaterra. Matt Hancock acalmou o país ao declarar que “nada sugere que essa nova versão agrave a doença ou anule os efeitos dos tratamentos”.
O governo britânico já notificou a OMS e acha que essa variação do coronavírus explica a disseminação rápida no sul.
Londres nem pôde esperar. A próxima avaliação de risco seria em nove dias, mas a capital viu o maior aumento de casos em toda a Inglaterra na última semana. O governo achou melhor colocar Londres logo na pior das três classificações de risco. Os pubs e restaurantes vão funcionar com serviço de entrega a partir de quarta-feira (16) e os londrinos só vão poder encontrar, no máximo, seis pessoas ao ar livre – ninguém poderá receber visitas em casa.
Postos de saúde e asilos começaram a receber a vacina da Pfizer e BioNTech.
O laboratório é da Alemanha, mas o país tem que esperar. O governo alemão pressiona a Agência Europeia de Medicamentos a aprovar logo a vacina da BioNTech. Sem poder abrir os frascos, a Alemanha se defende com um novo bloqueio nacional de quase um mês, a partir de quarta-feira (16). Os moradores de uma casa só vão poder passar o Natal com até quatro de outras.
A Itália deve seguir a Alemanha e adotar um bloqueio nacional. O governo estuda estender o toque de recolher e proibir deslocamentos não essenciais. A Itália agora é o país europeu com mais mortes por Covid. Muitos ainda se apertam sem máscara e mostram que não se comportaram bem este ano.
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