FATO ou FAKE: em ano de pandemia, mais de mil checagens realizadas


Equipe fez a checagem de 584 boatos disseminados na web, quase 2/3 referentes ao novo coronavírus, e 426 frases ditas por políticos. São, ao todo, 1.010 verificações feitas em 2020, marca recorde. Veja as 10 checagens mais acessadas. Mil e dez checagens. Uma a cada oito horas, em média. Em um ano marcado pela disseminação de mensagens falsas em meio à pandemia do novo coronavírus, a equipe do Fato ou Fake fez mais de mil verificações. Foram checados 584 boatos compartilhados nas redes sociais e 426 frases ditas por políticos, a maioria durante as eleições municipais.
Entre os textos, áudios e vídeos propagados na internet e no celular, há boatos que falam de curas “milagrosas”, que questionam a eficácia das máscaras, que propagam mentiras sobre as vacinas em desenvolvimento, que distorcem dados sobre a Covid-19 e que tentam colocar em xeque o isolamento social.
Fato ou Fake: Retrospectiva 2020
As dez mais do ano
Entre as checagens do ano, algumas se destacam pelo número de acessos. O Fato ou Fake fez uma lista das 10 mais lidas em 2020. Confira:
Vídeo de discurso de Bolsonaro na ONU
Mensagem que fala em cadastro para receber auxílio emergencial por causa do coronavírus
Vídeo que diz que álcool gel não funciona como forma de prevenção e sugere vinagre
Texto que diz que motorista que dirigir sem máscara pode perder pontos na carteira
Mensagem que diz que o coronavírus não resiste ao calor e à temperatura de 26ºC ou 27ºC
Mensagem que fala em suspensão da aposentadoria dos idosos que saírem à rua na pandemia
Texto que fala que livro de 1981 previu o novo coronavírus
Mensagem que diz que o início do surto de H1N1 no Brasil matou mais que a Covid-19
Foto que sugere caixão enterrado vazio em Manaus
Mensagem que diz que a Ambev distribui álcool gel grátis para a população
Recorde de checagens
O Fato ou Fake foi lançado em 30 de julho de 2018, com o objetivo de alertar os brasileiros e esclarecer o que é notícia (fato) e o que é falso (fake). Naquele ano, foram feitas 1.001 checagens.
Em 2019, foram 263 verificações. Um recorde, portanto, foi atingido neste ano. Ao todo, desde o início do projeto, são 2.274 checagens realizadas.
Participam da apuração equipes de G1, O Globo, Extra, Época, Valor, CBN, GloboNews e TV Globo. Jornalistas fazem um monitoramento diário para identificar mensagens suspeitas muito compartilhadas nas redes sociais e por aplicativos como o WhatsApp.
Ao juntar forças entre as diversas redações, tem sido possível verificar mais – e mais rápido.
Metodologia
Os jornalistas do Fato ou Fake monitoram as redes sociais por meio de um amplo leque de ferramentas e trocam dados entre si sobre o resultado do monitoramento. Leitores também podem sugerir checagens.
Após a constatação de que uma mensagem tenha sido muito compartilhada nas redes sociais, os jornalistas investigam a fonte que deu origem a ela, se está fora de contexto ou é antiga e se as imagens apresentadas correspondem ao que é narrado.
Em seguida, são ouvidas as pessoas citadas. A apuração segue com a manifestação de fontes oficiais, testemunhas e especialistas que possam ajudar a esclarecer o que está escrito ou dito na mensagem.
O principal critério de checagem é a transparência de informações, baseada em três pilares:
Transparência de fontes: o objetivo é que o leitor veja com clareza o caminho de apuração percorrido pelo jornalista. Para isso, todas as fontes consultadas durante a checagem são identificadas no texto, sejam elas pessoas ou instituições.
Transparência de metodologia: o processo de seleção da mensagem a ser checada, a apuração e a classificação da checagem são claras, deixando em destaque o que levou a informação a ser checada, como ocorreu a apuração e o motivo da classificação como fato ou fake.
Transparência de correções: caso haja alguma modificação na checagem que tenha comprometido a sua publicação original, essa alteração estará devidamente identificada na reportagem.
Os títulos das checagens publicadas são sempre claros, já deixando em destaque se a informação é verdadeira ou falsa. Os selos utilizados para classificar as mensagens também são destacados para evitar interpretações dúbias.
Os selos

G1
Fato – quando o conteúdo checado é totalmente verídico e comprovado por meio de dados, datas, locais, pessoas envolvidas, fontes oficiais e especialistas.

G1
Não é bem assim – quando é parcialmente verdadeiro, exagerado ou incompleto, exigindo um esclarecimento ou uma maior contextualização para ser totalmente compreendido.

G1
Fake – quando não se baseia em fatos comprovados por meio de dados, datas, locais, pessoas envolvidas, fontes oficiais e especialistas.
Bot exclusivo
Desde o mês passado, o Fato Fake tem um bot exclusivo no WhatsApp. O objetivo é permitir que os brasileiros solicitem a checagem de conteúdos duvidosos e recebam em primeira mão as últimas mensagens verificadas.
Para isso, basta adicionar o número do Fato ou Fake – (21) 99474-1741 – ou clicar em glo.bo/whatsappfatooufake.
Confira vídeo que dá dicas para identificar uma mensagem falsa:
Como identificar se uma mensagem é falsa
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Fato ou Fake

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